Sono da Verdade
O trabalho efectuado pelo hipnotera-peuta Alberto Lopes na SIC, abriu a mente dos portugueses para o mara-vilhoso potencial da hipnose e regres-são clínica como técnica terapêutica.
Crónica: Espiritualidade Envergonhada (PARTE I)
Já alguma vez parou para pensar na facilidade com que sofremos? E quanto
bem-estar terreno desperdiça por causa desse sofrimento?
Na verdade, haverá
mesmo justificação, social ou espiritual, para tanto sofrimento? Será que
acredita que nascemos para sofrer? A nossa passagem pela vida terrena terá
de ser difícil e a felicidade tão impossível?
Cada um de nós certamente terá a sua resposta, no entanto, a maioria dos
seres humanos parece agir como se acreditasse que sim, que o destino último
do ser humano é sofrer.
É este pensamento que parece passar de geração em
geração, quase como se estivesse inscrito no nosso código genético. Só assim
se entende que, sem darmos conta, repetimos condutas, rotinas, costumes,
hábitos e formas de agir que, de forma inexorável, nos fazem sentir mal
deixando-nos desanimados e tristes.
Num recente estudo Europeu, a União Europeia coloca Portugal como o país
com a população mais triste e desmotivada do velho continente. Como se isso
não bastasse, além de tristes somos os mais pobres.
O editorialista da notícia conclui: “Andamos tristes porque somos pobres”.
Na verdade, creio que a conclusão é precisamente o contrário: somos pobres
porque andamos tristes.
E porque não havíamos de ser? A culpa é da educação que nos dão. Desde
pequenos, sem darmos conta, sempre nos ensinaram a estar muito atentos ao
que fazíamos mal. Ao pecado da gula, cobiça, da preguiça até para nascer era
pecado pois provinha-mos do “ Pecado Original ”. Afinal
fomos criados pela sina do Fado e pela Santa Madre Igreja…
“...A vós choramos os degradados filhos de Eva, a vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia pois, advogada nossa os vossos olhos misericordiosos a nós volvei…”
Ouviu-se durante gerações, mantém-se nas terras do interior, na missa que
ainda é adjectivada como “o Santo Sacrifício”. Ensinaram-nos que nascemos
para carregar uma cruz que, inexoravelmente, teremos de transportar até ao
fim dos nossos dias.
Mas a tristeza nacional não se limita às religiões. Parece que, de forma
adquirida, as pessoas já trazem o fado marcado, e nenhum mais inclemente do
que este que é ser mulher numa sociedade patriarcal.
Como era bonito o fado cantado pela Amália, não é verdade? Éramos uns
desgraçadinhos mas o nosso único fado parecia ser esse. Crescemos e, já
adultos, continuamos a fazer o mesmo. As pessoas não se dão conta de que
complicam muito a vida e sobretudo deixam que o seu crescimento interior, e
a felicidade, estejam na mão dos outros, somos felizes ou infelizes em
função do que os outros pensam. O nosso vizinho ou grupo social, comunitário
e principalmente religioso. E fazemo-lo porque nos ensinaram a sofrer, a
nunca estarmos satisfeitos com o que temos, como se o facto de ser feliz
fosse sinónimo de leviandade e até, pasme-se, um pecado para alguns credos.

Muito dos novos movimentos e terapias ditas de alternativas, entre os quais se enquadra a Terapia de Regressão , são considerados perturbadoras por alguns sistemas instalados. Não só são ameaçadoras como classificam-nas como um atentado às terapias convencionais (as que são subvencionadas pelo Estado, aviadas em farmácias e incluídas num plano de saúde de qualquer instituição seguradora e que tantos e chorudos retorno dão para ambas). Mas também são vistas como cultos concorrentes de algumas Igrejas. Isto é, considerando uma Igreja como uma sociedade de pessoas que seguem determinados dogmas, na maioria das vezes expressas num livro, e o devido respeito e obediência aos seus únicos e “divinos” intérpretes oficiais.
Assim sendo, gostaria de definir consigo o que é religião. Etimologicamente, “RELIGIÃO ” quer dizer RE-LIGARE em que se acrescentou à palavra original “LIGAR” o prefixo “RE”. Ou seja, significa o acto de ligar a consciência física, individual e intrínseca de cada ser humano, a outra mais universal, que a transcende e completa.
No entanto, parece que há duas interpretações de tal conceito, com duas atitudes face à vida, individual e social, totalmente antagónicas.
A primeira interpretação, maioritariamente seguidas por as Igrejas ocidentais, consiste no seguimento de uma autoridade, com os seus códigos morais rígidos de comportamento no que respeita ao vestuário, nutrição, conduta sexual etc. em que predomina a cultura de aceitar no sofrimento terreno. Sendo que, a meu ver, quem opta pela esta via parece dispensado da tal procura individual em vida, e consequente religação com Deus, por sermos demasiados pecadores ou seja impuros. Não só dispensado como desmotivado, somos levados a acreditar que somos indignos, pois os heróis que tal caminho seguiram são sempre apresentados como mártires, que viveram, permanentemente, no sofrimento na maior pobreza e falta de higiene, isolados ou morrendo de forma violenta.
Desse modo, estou em crer que Igrejas são instituições que têm por objectivo prometer o prazer do encontro com Deus, normalmente só após a morte do corpo, e caso o indivíduo siga uma série de preceitos em vida, normalmente relacionados com a renúncia à maioria dos prazeres. Nomeadamente, todo o prazer sexual e, já agora, o tempo que porventura passa na televisão, internet e até os jornais que lê. E ainda a adesão a uma série de códigos de conduta social, que pode ir do penteado e vestuário até ao regime alimentar imposto arbitrariamente ou em determinada época do ano.
Cada um de nós, ao longo da vida, teve essa procura e tentou esse encontro transcendente num ou noutro momento da nossa existência. Contudo, a aridez espiritual, a solidão no meio da multidão onde não encontramos eco às nossas respostas, e a consequente frustração e impotência leva à descrença nos credos tradicionais. Com visões, demasiadamente, apocalípticas, castradoras e punitivas, vinculadas por muitos membros desses credos, porque parece ser mais fácil “controlar” as pessoas ou as massas pelo medo e pela dor do que os libertar com a felicidade e o AMOR.
Dessa forma, procuram-se respostas, ou refúgio, num qualquer credo eclesiástico da moda onde, na maioria das vezes, prolífera os ideólogos do trabalho servil pregando a libertação dos seus bens para os bolsos deles, com a abdicação dos direitos e da subjectividade dos indivíduos .
Sendo, o crescimento espiritual, uma inquietação tão comum e intrínseco ao Humano, é curioso que tão pouco falemos sobre ela. Se, ao ler esta crónica, se reconhece neste comentário, saiba que tal sentimento é mais generalizado do que pensa.
São muitas as pessoas que ao fazerem uma Terapia Regressão ao Passado não só buscam a resposta para o mal que os atormentam, mas essencialmente, procuram uma nova espiritualidade interior que os possam libertar das amarras do medo e da infelicidade.
Com toda a certeza, concorda comigo que ser alguém espiritual é diferente de ser religioso. Um ser humano espiritual aceita a diferença pois o diferente não tem que ser, necessariamente, algo pior ou inferior. Ser Espiritual é quem segue um caminho na procura individual do que de mais básico e simples existe em nós. É redescobrir aquele pulsar que nos mantém vivos, a raiz natural e intocada da essência divina que cada um possui, a flor de lótus no lodo do pântano.
Como processo individual que é, não tem plural pois está no nosso coração. Não admite escolas ou dogmas castradores, linhagens ou catecismos. São novas terapias, novas formas de ver o mundo de respirar, de meditar e até de arrumar a sua casa interior. Existe todo um universo novo para o momento em que irão ler todos os livros, que não puderam ler, com filosofias libertadoras, escrever todas as páginas que não puderam escrever, plantar amorosamente a sua ÁRVORE do AMOR e lançar à terra as suas sementes criadoras .
É poder colorir o mundo das suas cores de fantasia e paixão pela vida, enfim entregarem-se a uma actividade criativa, não servil, mas utilitária, de plena doação ou, pelo menos, de não submissão a uma ideologia castradora ou numa pura lógica de consumismo desenfreado. Não viva uma Espiritualidade Envergonhada, mas exale a energia libertadora da sua ALMA onde pode trabalhar não o Ter, mas o todo o seu Ser.
Crónica: Espiritualidade Envergonhada (PARTE II)

Nunca sabemos para onde vamos. Nunca sabemos até onde podemos chegar,
nunca conhecemos os nossos passos, mesmo quando pensamos que escolhemos os
melhores caminhos.
Quando nascemos vimos incumbidos de um sonho único, crescer espiritualmente
na interacção com os outros. O que te faz voar até esta existência parece um
mistério que o mundo ainda não consegue resolver. Temos todos os sonhos por
cumprir e, no entanto, na maioria das vezes permitimos que as amarguras da
vida acabem por nos tirar. A determinada altura da nossa existência baixamos
os braços num acto de resignação sem pressa nem alento para os alcançar.
Saber qual o nosso principal objectivo nesta passagem terrena ajuda muito a
encontrar o nosso caminho e, por conseguinte, as respostas que nos estão
destinadas. É o que pretendo, ao colocar o leitor, perante alguns factos
inquestionáveis sobre o conceito da reencarnação e que a Terapia de
Vidas Passadas nos propõem. Acreditamos que este século vai
trazer-nos pela Ciência, em todos os seus campos de actividades, a
confirmação do Espírito e da consciência universal. Existem, e existirão,
nas várias áreas do saber, pesquisadores corajosos e sinceros que enfrentam
a ironia dos “grandes sábios” e procuram trazer dados e esperanças com
comprovações.
Assim se descortina um potencial de desenvolvimento aparentemente
inesgotável, desde que não seja auto-limitado por eventuais barreiras do
próprio pensamento. Assim se constrói o caminho de quem quer caminhar, sem
ficar à espera que lhe abram o caminho ou que caminhem por si.
Na escola da vida, parece não ser possível que outro ou outros façam o que
cada tem a fazer. Só cada um pode construir o seu próprio caminho. Enquanto
não o fizer, ele fica por fazer. Mas quando se disponibiliza a fazê-lo por
si, vai descobrindo, pela renovação interior, o enorme potencial necessário
para concretizar o seu caminho.
É obvio que há, muitas vezes, uma procura de alívio para problemas
fisiológicos e psíquicos para os quais parece não haver solução nos meios
clínicos oficiais. Mas há também muito de refúgio da vida, um querer vogar
num mudo sem crises nem problemas, onde tudo corra à medida dos nossos
sonhos, ou de um mundo onde nem precisemos de ter desejos para vivermos em
paz. A importância neste tipo de abordagem espiritual é despontar e divulgar
esta nova abordagem, holistícas do Ser, como um instrumento da ciência que
pode ajudar nesse processo de aprimoramento do ser humano na minimização do
sofrimento das sociedades modernas.
Entender a suas vidas passadas significam, basicamente, ter vivido com outro corpo, existido em outras épocas que não o seu momento actual.
Outro corpo, outros pensamentos e sentimentos, outros lugares, porém a mesma Alma, o mesmo espírito em busca da sua evolução. Na essência da sua concepção, não existe uma totalidade original do Ser, é preciso que um espírito passado tome posse, para que o novo ser ganhe a sua plenitude. Um corpo novo com um espírito velho mais sábio, mais próximo do “Todo”. Ou seja, cada um de nós transporta uma centelha de luz, um pedaço da Consciência Universal que é eterna e feito à semelhança de Deus ou, se preferir, do Universo.
Afinal, e como afirma a ciência, não fomos feitos de luz no Big Bang inicial?
O espírito, que habita no seu interior, carrega em si algumas poeiras do passado, assim como o brilho. Carrega com ele tanto o prazer quanto a dor e o sofrimento. Carrega a beatitude e o pecado, a culpa e a mágoa, ou seja, carrega o “ Karma ” do seu passado.
Uma carga talvez, para alguns, demasiado pesada de um Gigante de Luz que atravessou eras, incorporado nesta nossa insignificante, mas não menos importante, vida de talvez dez, vinte, trinta, cinquenta ou, quem sabe, noventa anos. Que consequências isso poderia trazer para este ser reencarnado, que somos nós, que agora vive novamente?.. Estará ele a pagar por algo do passado, mal resolvido, que de alguma forma teve relação com as pessoas que cruza nesta existência?..
Esta é a ideia de quem acredita e passa por uma experiência de Vidas Passadas. Entram as crenças, misticismo, o pensamento articula-se de diferentes formas e a “Alma” rejubila pois ela sabe o que pretende. Assim sendo, estou em crer, que aqui voltamos ao início.
" Amigos são todas as almas que conhecemos em vidas passadas. Somos atraídos uns para os outros. Mesmo que os tenhamos conhecido apenas por um dia, isso não importa, pois é possível que antes nos tenhamos encontrado nalgum lado da nossa existência."
( George Harrison .. The Beatles)
Concluindo, o nosso principal objectivo como Seres Terrenos, é elucidar e ultrapassar traumas ou diferentes problemas, podendo assim viver sem o peso do passado, de uma forma tranquila e evoluída. Tornar-se um ser livre poder caminhar para a direita ou para a esquerda sem perder o equilíbrio seguindo o seu rumo. Como diria Carl Jung.
" Podia perfeitamente imaginar ter vivido em séculos precedentes, onde encontrava perguntas que ainda não era capaz de responder, que teria de nascer de novo por não ter cumprido a tarefa que me havia sido designada..."
( Carl Gustav Jung - Fundador da Escola Analítica de Psicologia. Responsável pela criação do termo "Inconsciente Colectivo, dos Arquétipos" e pela ampliação das visões psicanalíticas de Sigmund Freud )
As sentenças cabem a cada um de nós, mas, enquanto Seres Humanos, temos o direito, senão o dever de conhecer a verdade da nossa existência. Porque a nossa opinião conta, o nosso gesto vale, e aquilo em que acredita convictamente faz mudar. Dessa forma, as atitudes tomadas são nossa responsabilidade. Pessoalmente, senti a divulgação destas verdades espirituais como um dever incontornável, tanto maior quanto a fonte de incomensuráveis lições de luz que tenho tido o privilégio de receber de cada paciente que encontra e desperta para o seu caminho espiritual.
Cada um deles tem sido, inequivocamente, porta-voz de novas verdades, lições e estratégias que me levam a crer que o direito a uma vida de felicidade não é uma utopia, mas uma opção que cabe a cada um.
Nunca sabemos para onde vamos. Nunca sabemos até onde podemos chegar, nunca conhecemos os nossos passos, mesmo quando pensamos que escolhemos os melhores caminhos.
Naturalmente, quando nascemos vimos incumbidos de um sonho único, crescer espiritualmente na interacção com os outros. O que te faz voar até esta existência terrena parece um mistério que o mundo não consegue resolver.
Qualquer viagem faz-se caminhando, nunca conhecemos os caminhos que percorremos, nunca adivinhamos até onde eles nos podem levar, mas a dada altura do nosso percurso talvez cada um de nós já tenha aprendido a grande verdade. Sentes dentro de ti a chama do amor a germinar, a beleza de esperar sem esperar, a ser feliz com o que a vida te traz, a absorver dos dias do mundo essa nova essência que nos faz voar nas asas dos nossos sonhos. Sonhos esses que são o alimento da nossa “Alma”.
Neste estado de compreensão espiritual e união com o Universo, talvez levantes os braços, e ao olhar o horizonte vendo um azul muito azul sentes uma nova força interior um alento de plenitude divina. Como que iluminado pela certeza de que nos espera uma óptima jornada. Ai, certamente, voltas a acreditar e vais agradecer à vida por nos ter ensinado que o Amor não tem tempo, nem fronteiras, nem horas, nem obrigações, mas somente entrega e compreensão.
A matéria da felicidade nasceu e vive dentro de nós para sempre. Se soubermos amar sem prender, desejar sem cobrar, esperar sem esperar, dar e receber, ser e estar em paz connosco e, finalmente, com o Universo. É esse o teu despertar de uma nova espiritualidade
E, na hora da partida compreendes, por fim, que afinal é o teu regresso a casa e sempre que quiseres voltar talvez esteja aqui, na tua morada espiritual, um amigo de braços abertos que num abraço amoroso te faça encher o coração cheio de amor e de luz.
Com essa luminescência, a brilhar dentro do teu peito, que te guia no caminho de regresso a casa, com a maravilhosa sensação de ter a missão cumprida no retorno à tua morada espiritual.
Deste modo, não viva uma Espiritualidade Envergonhada!...
Procure cultivar a força do espírito, que o protegerá dos infortúnios e surpresas da sorte adversa, mas não pare, nem se desespere com perigos imaginários.
Muitos dos nossos temores nascem da descrença, do cansaço e da solidão. Lembre-se que acima das falsidades, dos desencantos e agruras, o mundo ainda é um local bonito para se viver , apenas procure ser prudente e faça tudo para ser feliz.
Você é feito da luz do Universo, irmão das estrelas e filho de Deus. Portanto, esteja em paz com Deus, como quer que você o conceba, e quaisquer que sejam seus trabalhos e aspirações, na fatigante jornada da vida, mantenha-se em paz com sua própria alma e trate bem o seu corpo. Pois ele é o Templo da sua ALMA.
Sendo assim, tome nota:
Em cada dia, logo pela manhã, olhe para o espelho. Estique os cantos dos lábios para os lados. Mostre os dentes. Sorria a você mesmo, pois somos todos lindos Seres de Luz .
Que a Luz esteja convosco.
Um abraço de luz!
Hipnoterapeuta:
Alberto Lopes



