Sono da Verdade

O trabalho efectuado pelo hipnotera-peuta Alberto Lopes na SIC, abriu a mente dos portugueses para o mara-vilhoso potencial da hipnose e regres-são clínica como técnica terapêutica.

Vidas Passadas

Veja qual terá sido a sua vida passada


Crónica: TERAPIA VIDAS PASSADAS MITO OU REALIDADE?


Gostaria que nesta minha introdução meditasse um pouco no seguinte: acredita, convictamente, que somos seres egoístas ou seres amorosos?... E se acredita que somos amorosos, porque é que à nossa volta criamos sociedades tão egoístas?...

Já pensou alguma vez nisto?...

Será que acredita mesmo que está tudo nos nossos genes?... Ou que fatalmente somos vítimas da nossa hereditariedade e do determinismo do destino?... Se pensa assim, perdoe-me o meu desabafo, mas talvez tenha uma posição e uma atitude muito fatalista da razão suprema da sua existência na escola da vida. Triste sina, a de alguns seres humanos que ainda não acreditam nas virtudes e na generosidade do amor, esquecendo as suas verdadeiras origens espirituais. Pois é possível que sejamos a maior criação do Universo e naturalmente podemos descobrir isso através de uma Terapia de Regressão.

Na verdade, eu gosto de pensar que somos seres primordialmente amorosos, embora algo corrompidos por dogmas e crenças arcaicas e limitantes da nossa sociedade. Mas, em essência, só podemos ter sido “amassados” com AMOR universal. Eu prefiro acreditar que provimos da luz mais amorosa do Universo e para lá voltaremos um dia devido a um processo contínuo de renovação interior. Naturalmente mais evoluídos, completos e plenos de crescimento espiritual. Pois começamos a perceber agora, que todos caminhamos em direcção à imortalidade, só que a velocidades diferentes.

Recuso-me a aceitar, e espero não ser o único, que nesta sociedade tão atreita ao consumismo desenfreado, e de afectos transitórios, estaremos a acreditar que tornar-se um ser amoroso e altruísta podia ser tarefa tão fútil quanto a tentativa de tornar-se mais alto ou mais belo. Ser altruísta, assim como viver uma atitude de altruísmo e no amor, jamais é determinado pelos nossos genes. Mas, naturalmente, é mais uma questão de cultivar uma atitude pessoal de descoberta interior e de reciprocidade com os outros nesta revelação da nossa natureza intemporal. Isto é, uma atitude de escolha amorosa na caminhada pela vida. E as bases desse fundamento intemporal podem ser encontradas, na nossa essência espiritual, através de uma Terapia de Vidas Passadas.

A Terapia de Vidas Passadas, como tema polémico que é, tem gerado muitos debates e opiniões contraditórias em vastos sectores conservadores. Mas porque uma nova proposta terapêutica, e que apresenta resultados tão extraordinários, pode gerar tanta polémica? Pelo lado da ciência, o centro da questão está na utilização de uma hipótese de trabalho reencarnacionista, que a ciência ocidentalizada continua, cautelosamente, a julgar um tema religioso ou místico. Isto é, não merece atenção da ciência, nem pode ser considerado como objecto de estudo.

Pela minha parte, não tenho dúvidas que esta nova abordagem terapêutica deverá, mais tarde ou mais cedo, ser aceite como uma das boas e mais completas abordagens, para a cura dos males de uma sociedade doente. Sinceramente, como psicólogo, e conhecendo a grande maioria dos modelos psicológicos actuais, não conheço nenhuma abordagem terapêutica com tamanho palmarés de curas observáveis. É claro que aceitar este novo paradigma obriga a uma nova concepção da realidade humana. Logo a um tremendo esforço de compreensão por parte da própria ciência que defende sempre um objecto de estudo definido, para utilizar critérios de cientificidade e de reprodutibilidade, para ser aceite como um facto científico. E, convenhamos, ainda temos um longo caminho a percorrer. Negá-lo seria irrealista. Não devemos escamotear o facto de ainda existirem alguns receios e desconfianças em relação a esta terapia que apresenta resultados tão extraordinários e onde outras lograram falhar. No fundo, a ciência respeita os factos e os resultados terapêuticos em hipnoterapia são empiricamente constatados pelos seus rápidos resultados.

Na realidade, é importante que se diga, algumas pessoas ainda têm medo de alternativas e temem aquilo que desconhecem. E prende-se com a ideia errónea de que tudo que não pode ser devidamente explicado, aferido ou quantificável, deva ser irremediavelmente excluído. Mesmo que apresente resultados absolutamente válidos. Mas pensemos no seguinte, é um facto que a ciência tem avançado mais nas últimas décadas do que nos séculos antecedentes. Logo, pergunto, de que forma? Essencialmente porque existe sempre alguém que ousa pensar contra a corrente instituída. É assim que a ciência tem avançado e não é crível que nesta abordagem o faça de maneira diferente. Com isto não quero dizer que a Hipnose de Regressão é uma panaceia para curar tudo.

Como qualquer abordagem psicoterapêutica tem as suas limitações. Mas a sua abrangência parte do pressuposto que somos auto-curáveis, logo a cura encontra-se no interior de cada um. Assim sendo, a Terapia de Regressão actua sobre a origem dos problemas, não se limita a escamotear os sintomas de uma qualquer patologia, e vai à origem onde eles surgiram pela primeira vez. Seja na infância, vida intra-uterina ou a níveis pré-primários da organização mental do Ser Ancestral. Obviamente, incluindo outras experiências vividas em outras épocas no passado, em sociedades e posições geográficas completamente diferentes da actual. Passar por uma Terapia de Vidas Passadas significa basicamente, recordar através de um estado alterado de consciência, ter vivido com outro corpo, existido em outras épocas que não a experiência actual e, o mais fabuloso, ter conhecimento da sua constelação espiritual que convive connosco na vida presente.

Na verdade, trata-se tão só de reconhecer “Almas Companheiras” nesta vida que fazem parte e contribuem para a nossa evolução espiritual ao longo dos tempos. Eu penso que isto é algo que vale a pena viver através da Terapia de Regressão.De facto, este processo pressupõe o reconhecimento da sua ancestralidade, de alguma coisa que sobrevive à finitude terrena. Aquilo que os mestres do passado reconhecem como Alma. E que escolhe outra época, corpo, outros pensamentos e sentimentos, noutros lugares para crescer e partilhar a sua essência amorosa. Porém a mesma Alma, o mesmo espírito em busca da sua evolução num sentimento altruísta de plenitude e crescimento interior. Na essência da sua concepção, não existe uma totalidade original do Ser, é preciso que um espírito passado tome posse, para que o novo ser ganhe a sua plenitude. Um corpo novo com um espírito velho, mas muito mais sábio, mais próximo do “Todo Cósmico”. Ou seja, estou em crer que cada um de nós transporta uma centelha de luz, um pedaço da Consciência Universal, que é eterna e feito à semelhança da fonte. Ou, se preferir, de Deus na forma como você o conceba.

Gosto de pensar que a ciência também partilha esta visão iluminada da existência humana na terra. Afinal, não fomos feitos de Luz no Big Bang dos primórdios dos tempos?... Prefiro acreditar que sim, e penso que não estou sozinho nesta crença notavelmente libertadora. E mesmo que alguns insinuem que é uma crença ingénua, recuso-me a aceitar que: nascemos para simplesmente morrer. Prefiro acreditar que o espírito que habita no meu e no seu interior, carrega em si algumas poeiras do passado, assim como o brilho da sua luz original. Carrega com ele tanto o prazer, quanto a dor e o sofrimento. Carrega a beatitude e também o pecado, quem sabe alguma culpa e por vezes mágoa. Quem sabe talvez um karma mal resolvido do seu passado longínquo e que quer resolver desta vez, nesta existência terrena. Mas esse espírito sabe que o karma não é para ser sofrido, mas resolvido e naturalmente quer superá-lo e como saber melhor ultrapassá-lo rapidamente em direcção à Casa Cósmica. Sabemos agora que a Terapia de Vidas Passadas é uma excelente forma de o fazer.

Estou em crer que existem outras tantas técnicas que também o fazem e que revelam este tremendo conhecimento devidamente filtrado pela renovação interior de um ser eterno. Pois sabemos agora que como seres físicos somos transitórios, mas como seres espirituais somos eternos e a nossa eternidade perde-se nas brumas dos tempos. Talvez a nossa ancestralidade venha impregnada de fabulosas revelações e que ou percebê-las nos permitem caminhar mais rápido em direcção à casa do Pai. Confesso, gosto de acreditar que sim e julgo que não sou o único nesta demanda espiritual em direcção ao amor absoluto. Quando falo nas virtudes do amor gosto de citar uma frase de Simone Weil:

“Dizem que o verdadeiro amor não se busca, não se deseja, não se sonha, ele simplesmente exerce-se…”.
  (Simone Weil) 

Só pode ser essa a virtude do amor, isto é, devemos cultivá-lo primeiramente no interior para distribui-lo pelos demais. Chama-se a isso, reciprocidade. Quem sabe o amor seja afinal o “medicamento” mais natural, poderoso e eficaz para a cura de uma sociedade doente e que vive permanentemente na angústia da solidão. Pois o amor é a uma “mercadoria” que se multiplica quando se reparte. Na verdade, o que realmente precisamos é colocar e cultivar mais atitudes amorosas na nossa vida. Talvez a mais alta sabedoria da humanidade seja demonstrada pelas nossas acções e conhecimento dos profundos pensamentos humanos.

Dar o que é simples, o que cada um de nós tem de forma gratuita, no seu interior: um sorriso, uma palavra, um abraço e até, por que não, uma canção de embalar. Só pode despertar assim uma generosidade antiga, do princípio do mundo. Talvez ainda sem técnicas totalmente eficazes de combater o sofrimento e a indiferença de alguns, mas que pode fazer a diferença. E também seja um desejo enorme de afecto de todas as pessoas que, como nós, sentem os efeitos nefastos da solidão numa sociedade hedonista que se preocupa mais com o “ter” do que com o “ser”. E quem faz uma regressão ao passado diz que parece um destino último de cada Ser Espiritual a evoluir na escola da vida: “devemos ser os primeiros a amar e transmitir o que falta ainda em abundância neste jardim chamado terra: “O AMOR”.  

Com a ajuda desta fabulosa Comunidade Espiritual, a informação, conhecimento e a consciência universal a aumentar, talvez também goste de fazer a sua parte na escola da vida e construir mais e melhor em prol de uma mudança para melhores e mais salutares caminhos de cura. Um caminho faz-se caminhando e fazer este percurso é talvez o melhor destino que pode caber ao ser humano que só pode provir do amor. É inquestionável que, fundamentalmente, devemos estar na vida não somente para ouvir a verdade, mas experienciar a verdade.

Talvez seja por essa razão que a TVP é o caminho de que precisamos para descobrir a verdade do quem efectivamente somos nesta caminhada pela vida. Considerar a possibilidade de ter coragem de conhecer-se a si próprio numa Terapia de Vidas Passadas, talvez seja o princípio do deslumbramento de admitir a sua natureza espiritual. Se fomos feitos à semelhança de uma energia suprema e grandiosa, mesmo sabendo que nem todas as opiniões coincidam, seria o abraço que Deus daria ao mundo através de cada um. Não acha?...

Obrigado por me acompanhar até aqui…
Obrigado por existir!.. 

Alberto Lopes