Sono da Verdade

O trabalho efectuado pelo hipnotera-peuta Alberto Lopes na SIC, abriu a mente dos portugueses para o mara-vilhoso potencial da hipnose e regres-são clínica como técnica terapêutica.

Vidas Passadas

Veja qual terá sido a sua vida passada


Crónica: SOPROS de LUZ
                     Altruísmo Generosidade e Crescimento Espiritual



Gostaria que ao ler esta crónica meditasse um pouco no seguinte:

- Acredita, convictamente, que somos seres egoístas ou altruístas? E se acredita que nós somos altruístas, porque é que à nossa volta criamos sociedades tão egoístas?!..

- Será que você acredita mesmo que está tudo nos genes, somos vítimas da nossa hereditariedade?.. Se sim, perdoe-me o meu desabafo, tem uma posição e uma atitude muito fatalista da razão da sua existência, sem dúvida.

Triste sina a destes seres humanos que não acreditam na virtude da generosidade e do AMOR esquecendo que foram feitos pela energia cósmica. Em essência foram “amassados” com AMOR .

Recuso-me a aceitar, e julgo que não sou o único, que nesta sociedade tão atreita ao consumismo desenfreado estaremos a acreditar que tornar-se feliz podia ser tarefa tão fútil quanto a tentativa de tornar-se mais alto ou mais belo.

Com muita assiduidade recebo mensagens a perguntar o que são as “Sessões de Beneficência” e para que servem.

Bom, em primeiro servem para ajudar terapêuticamente todas as pessoas que necessitem de ajuda e não tenham possibilidades monetárias ou anímicas para a sua cura. Em segundo funciona como um “ Banco de AMOR Universal”, uma espécie de reservatório de compreensão, carinho e fraternidade universal. É dado de uma forma altruísta e gratuita a quem necessita de ajuda e não encontrou resposta, aos seus problemas, nas medicinas convencionais.

Por fim, será o seu ponto de encontro, (Sim, percebeu bem!.. não tenha a menor dúvida, o seu ponto de encontro com a Sua Família Espiritual !..) para todos aqueles que querem conhecer-se a si próprios para melhor conhecer os outros e, assim, libertar o que de melhor tem o ser humano. E, deste modo, tornar o Mundo um lugar colorido, melhor para se viver em que todos os seres vivos são respeitados e amados de igual para igual.

Assim, tenho constatado que os participantes saem de cada sessão com uma profunda compreensão de si mesmos, do poder do amor e das forças que governam os relacionamentos humanos.

 

Todos os mestres do passado sabiam que as pessoas jamais poderiam compreender completamente o sentido da vida se usassem apenas o seu intelecto, pois não somos só seres físicos, mas somos, essencialmente, Seres Espirituais .

A mais elevada forma de conhecimento humano decorre das interacções e dos relacionamentos em que existe aceitação e confiança mútua, e não de grandes quantidades de informações completamente fúteis, como a que vemos diariamente nos mídia, que nos introduzem na nossa cabeça levando-nos ao imobilismo existencial.

Na verdade, o que realmente precisamos é colocar e cultivar mais atitudes prazerosas, no nosso coração. A mais alta sabedoria da humanidade é demonstrada pelas nossas acções e conhecimento dos profundos pensamentos humanos dar o que é simples o que cada um de nós tem, de forma gratuita, no seu interior: um sorriso, uma palavra, um abraço e até, por que não, uma canção de embalar.

 

Está a despertar aqui uma generosidade antiga, do princípio do mundo, ainda sem técnicas modernas de combater o sofrimento e a indiferença. É um desejo enorme de afecto de todas as pessoas que, como nós, sentem os efeitos nefastos da solidão. Parece um destino último de cada Ser Espiritual: transmitir o que falta ainda em abundância “O AMOR”.

Com a informação, o conhecimento e a consciência universal a aumentar, talvez queiramos construir mais e melhor. Fazer este percurso é talvez o melhor destino que pode caber ao ser humano. Se fomos feitos á semelhança de Deus, e embora nem todas as opiniões coincidam, seria o abraço que Deus daria ao mundo.

Já dizia Ludwing Van Beethoven (1780-1827 ):

“Não reconheço maior grandeza no ser humano que não seja a bondade…”

Aprendemos as verdades mais profundas, das nossas breves existências terrenas, através dos nossos relacionamentos. Este princípio espiritual é a base da forma como pratico diariamente a minha terapia e nos ajudamos mutuamente nas Sessões de Beneficência . Todos temos ideias conscientes e inconscientes que afectam a maneira como percebemos o mundo.

Penso que é psicologicamente impossível colocar completamente de parte a influência da nossa mente sobre a maneira como percebemos as coisas, sobretudo porque, na maioria das vezes, não temos consciência de que tudo o que conhecemos intelectualmente passa pelos filtros das nossas crenças adquiridos desde que nascemos. Contudo, acredito que estas Sessões têm o dom de proporcionar às pessoas um relacionamento de partilha que pode levá-las a conhecerem-se melhor, descobrindo, assim, as outras verdades da vida.

Como diria Carl Rogers , o Homem geneticamente, em essência, caminha sempre para a unicidade. Possui um desejo intrínseco de se juntar ao todo e ser “ Uno com o Universo ”. Os seres humanos, salvo raras excepções, não sabem viver isolados. É por isso que necessitamos de nos relacionar uns com os outros. Quando os outros nos aceitam a experiência de sermos conhecidos e entendidos confere-nos a sensação psicológica de que tudo está bem.

De facto, é benéfico perceber que somos conhecidos tal como somos, e não apenas pelo que fazemos, para nos sentirmos psicologicamente completos. Essa transmutação de conhecimento e de energia de Amor é compartilhada entre todas as pessoas presentes nas Sessões de Beneficência , pois, acredito, que são necessárias duas ou mais pessoas para criar o conhecimento pessoal. Quando esse conhecimento se fundamenta na verdade e na aceitação do próximo, ambas são transformadas e crescem como um todo numa evolução espiritual.

Não foi isso mesmo que nos foi ensinado à dois mil anos atrás por o mestre dos mestres, CRISTO quando dizia:


Nascemos para nos relacionar, e este é o nosso aspecto divino. A partir do nosso primeiro alento de vida, quando somos convidados a nascer, buscamos um relacionamento com alguém fora de nós mesmos.

Sei que não lhe posso perguntar agora: o que têm feito para engrandecer os seus relacionamentos familiares, amorosos, efectivos e espirituais, mas certamente conheço a maravilhosa sensação pela qual passamos quando recebemos, no início das Sessões de Beneficência , um ser humano triste, doente, ou sem esperança e, “miraculosamente”, sai transformado. Efectivamente, mais feliz, equilibrado e com um novo sentido para a vida.

Como é poderosa e simples a terapia do AMOR. Todos os grandes mestres, ao longo da história, acreditavam que o AMOR é a força mais poderosa do universo. Jesus, Buda, Krishna, Maomé, Madre Teresa, entre outros, todos nos ensinaram na prática que DEUS é AMOR e que o amor é a força criativa que supera todos os problemas do Mundo. O AMOR é ponto central dos ensinamentos de todos eles e é o elemento essencial para a cura do coração e da alma porque em essência: somos amor… amor puro nunca se esqueça disso .

Curiosamente, até a ciência contemporânea acredita nos benefícios da Generosidade e dos actos Altruistas para o equilíbrio e saúde humana.

Sonja Lyubomirsky investigadora da Universidade da Califórnia e defensora da psicologia positiva, numa recente investigação, descobriu que ajudar os outros traz-nos sensações de felicidade muito mais duradouras do que aquelas que sentimos depois de actividades que teoricamente nos daria maior prazer.

As conclusões de um extenso estudos, onde se aplicaram técnicas avançadas de Neurociências (PET SCAN; SPECT; RMF etc.) onde cientistas inconformados com esta triste tendência pessimista da hereditariedade descobriram, e tem divulgado, que a felicidade existe sim senhor. E para os cépticos, “para os que mesmo assim desconfiam” é muito mais que um dado adquirido (genética ou circunstancialmente), é um facto apenas alterável pela nossa atitude e práticas de cada um quotidianamente.

Entre as descobertas, existe uma que não deixa de ser curiosa: A generosidade aparece como pedra basilar para a felicidade do “Ser Humano” e não é tão volátil como outras sensações de bem-estar. Nomeadamente, provocada por bens materiais. O que se observou na investigação é que as pessoas que estão intrinsecamente motivadas para assumir práticas positivas isto é, praticarem actos altruístas e demonstrações de AMOR , tenham uma sensação de se identificarem e consciencializarem que tudo o que de bem lhes corre na vida e ainda optar por terem pensamentos mais positivos.

 

Além disso vão colher frutos benéficos dessa estratégia. Contudo, nas pessoas que praticam essa generosidade, observou-se que só as que faziam com intenção altruísta tinham transformações de vida com efeitos duradouros, bem ao contrário das pessoas que baseiam a sua felicidade na aquisição de certos objectos, o carro, a casa de praia, etc.

A gratificação inconsciente, que um acto de AMOR pelo próximo nos trás, provoca-nos o reencontro com sentimentos de bem-estar depois de acabarmos e vencermos qualquer actividade em trabalho que nos foi especialmente altruísta. Além disso, ao praticarmos actos de generosidade traz-nos benefícios acrescidos. Os mais importantes são benefícios sociais que daí retirarmos!

Nesse estudo verificou-se que quem faz regularmente actos de filantropia revelou que o bem-estar produzido dura muito mais tempo do que aquele que foi sentido depois de exercícios de puro divertimento.

O brilho de actividades mais prazerosas, como comer chocolate ou ir ao cinema , parecem pálidas ao lado dos efeitos duradouros causados pelas actividades generosas ou actos de demonstração de AMOR e Fraternidade .

Isso mesmo afirmaram, peremptoriamente, os investigadores deste estudo:

“Se a razão pela qual as pessoas sentem uma felicidade muito mais sólida, prendem-se com o facto de praticarem um acto de generosidade e exigir de nós próprios a procura e escolha de um grupo ou uma ocasião para enfrentar um novo desafio. Tudo isso leva-nos a concluir que se as pessoas querem aumentar o seu nível de felicidade devem procurar uma nova actividade altruísta que esteja de acordo com os seus interesses e devem fazer dessa boa prática um hábito permanente.”

Concluiu, por fim, a pesquisadora deste estudo Sonja Lyubomirsky.

Dentro dessa linha vanguardista apresentadas pela corrente em volta da psicologia positiva criada por Dr. Martin Seligan, acredita-se, em muitas universidades nos Estados Unidos, que com o isolamento e consequente aumento das depressões é preciso, e até necessário, ensinar ou dar “doutoramentos” em felicidade às pessoas.

 

Segundo os especialistas, a depressão é já considerada a doença do Sec. XXI, sendo responsável, a curto prazo, pelo mais alto índice de abstinência ao trabalho. Vivemos, cada vez mais, numa sociedade de matriz consumista em que tudo tem de ser material palpável, comparável, mensurável e optimizável levando cada vez mais pessoas ao isolamento social.

A crença na independência e no individualismo selvagem, o “salve-se quem puder” preconizados por algumas pessoas em que enfatizam a realização e o sucesso pessoais a qualquer custo, sem precisar depender dos outros, torna os seres humanos egoístas. E pessoas egoístas tornam-se seres tristes e menos propensas a ajudar o próximo.

Facilmente se entende que nesta perspectiva, a solidão cresce à medida que este tipo de cultura torna as pessoas mais exigentes acerca do mundo e de si próprias. Quando alguém, que vive a angústia existencial, levanta o véu dos seus problemas, é como um grito no deserto. A resposta dos outros anda quase sempre à volta dos seus próprios problemas ou do lado aparente das pessoas numa lógica de olhar para o próprio umbigo.

 

Podemos, assim, concluir que ao avanço da tecnologia, que nos fornece cada vez mais meios para ultrapassar a solidão, o indivíduo fecha-se num excessivo egoísmo individual, faz de cada Homem uma ilha. Mesmo quando ele intercomunica com os outros “Homens – Ilha” mantém-se fechado num imenso oceano de silêncio e de solidão .

Na verdade, acredito que é chegada a hora de deixar de encolhermos os ombros dizendo: “O que posso fazer!..”

É urgente deitar “mãos à obra” fazer a nossa parte nesta passagem pela vida. Percorremos a “ Escola da Vida ” estamos aqui para aprender a amar, evoluir em interacção com os outros façamos o nosso melhor, façamos a nossa parte. Falando de outra maneira, temos que criar processos pedagógicos para encontrar motivação para fazer algo pelos outros em que a fraternidade e o AMOR é o denominador comum.

E, se acreditar em si, até nem é preciso muito tempo nem muita energia para praticar actos de generosidade. A maior parte das pessoas sabem que deviam fazê-lo, por isso não acredito que deviam ser convencidos, mas convidadas.

Os seres humanos com quem convive podem ser relembradas de que ao praticar generosidade, não só estão a ajudar os outros mas também a si próprio.

A principal razão pela qual a generosidade aumenta os nossos níveis de felicidade deve-se realmente ao facto de potenciar os desafios na nossa vida, ou antes, o facto de esperarmos com isso atribuir a aprovação e amor das pessoas com quem partilhamos este lindo planeta chamado Terra.

Acredito que os indivíduos que preferem ter grande interesse em ajudar os outros, têm uma inclinação para agir de forma socialmente fraterna, ou para comportamentos e intenções altruístas, têm tendência para se definir a si próprios como pessoas de bem e com uma disposição feliz para os desafios da vida.

Isto é, começam a ver-se a si próprias como pessoas amorosas , e por consequência, a sentirem-se mais confiantes, mais eficientes em controlo, e completamente optimistas sobre a sua capacidade e utilidade na sociedade onde coabitam.

Por fim, é ou não verdade que os actos de generosidade podem inspirar a admiração dos outros e, por conseguinte, que lhes pode trazer mais afecto, gratidão e reciprocidade social, tudo coisas valiosas em altura de stress, solidão e fragilidade.

Por fim, e não menos importante, os actos de Amor ao próximo e os comportamentos generosos podem ajudar a satisfazer a necessidade básica do ser humano de relacionar-se, contribuindo assim para o aumento do seu nível de felicidade e equilíbrio. A verdadeira felicidade existe dentro de nós e manifesta-se empiricamente nos actos e sentimentos que manifestamos uns com os outros.

 

Assim sendo, estou em crer que fazíamos melhor em tornarmo-nos voluntários numa instituição de caridade e ajudar o próximo do que ir a um psiquiatra empanturrar-se de fármacos para “esquecer” os sentimentos que, por vezes, sente de solidão, abandono e estigmatização social.

Facilmente se entende que, podemos dizer ás pessoas que se ajudarem os outros vão estar a ajudar-se a si próprios a crescer, sorrir, amar e, em última análise, a não sobreviver, mas viver plenamente a vida com toda a felicidade que o Universo nos proporcionou.

Foi esse sonho que o criador atribuiu no início da nossa existência, é esse o lindo sonho que nos anima nas Sessões de Beneficência com um propósito muito válido, o encontro com a nossa Família Espiritual . Uma ideia de liberdade e felicidade que herdamos através dos exemplos de todos os grandes mestres do passado.

O Ser Humano caminha geneticamente para a Unicidade , quando nascemos ainda estávamos “ embebidos” do sonho de uma energia transformadora que nos incentiva a caminhar para a Unicidade Espiritual um impulso inato em direcção à totalidade que existe dentro de cada homem. Esse impulso é novamente activado quando a pessoa se sente acolhida e aceite incondicionalmente no seu grupo espiritual.

Todos os seres espiritualmente vivos estão crescendo e aprendendo coisas maravilhosas. Se quisermos permanecer espiritualmente vivos, temos que nos juntar e desenvolver conscientemente novas convicções que surgem com o crescimento. Ou seja, uma vida, uma profissão e um desenvolvimento espiritual construído passo a passo na caminhada pela vida e, pela qual, estejamos verdadeiramente apaixonados. E que acreditem e defendam causas que valham a pena, sim , sobretudo aquelas de que todos podemos lutar e orgulhar.

A crise de valores, que grassa à nossa volta, é a oportunidade inadiável de mudança que deve levar-nos a mobilizar-nos como cidadãos e como seres humanos para sermos parte da solução. Implica a tomada de consciência do desajuste das respostas aos problemas.

Assim sendo, não devemos temer os momentos difíceis, pois eles constituem, na maioria das vezes, os alicerces num futuro melhor. As dificuldades enfrentadas na caminhada pela vida pare­cem ser afinal bons motivos para a reflexão profunda, onde os nossos sentimentos mais íntimos estão postas à prova, para um despertar para a realidade, para um aprendizado de renovação interior. Qualquer percurso faz-se caminhando .

 

Se formos capazes de aumentar a lucidez interior e escutar os apelos da nossa ALMA , estarão criadas as condições de religação ao que é verdadeiro, pro­fundo, natural, harmonioso. Qualquer pensamento positivo atrai a positividade, um amoroso atrai o AMOR permitindo intuições de carácter superior, como que Sopros de Luz que iluminam tudo em seu redor.

Para concluir, acredito, que temos o dever e o papel muito importante de anunciar a Esperança , não em abstracto, mas resultando de um compromisso efectivo das pessoas e dos grupos na transformação da própria sociedade.

Provavelmente, com a informação e o conhecimento entretanto adquirido e a Consciência Universal a aumentar, talvez há chegado a hora e sinta vontade de construir mais e melhor e colaborar connosco neste crescimento Universal. Se acredita que nasceu para ser feliz, seja bem-vindo à sua Família Espiritual.

Adiar a vida para quê?!...

Que a Luz esteja convosco.
Um abraço de luz!
Hipnoterapeuta:
Alberto Lopes