Sono da Verdade
O trabalho efectuado pelo hipnotera-peuta Alberto Lopes na SIC, abriu a mente dos portugueses para o mara-vilhoso potencial da hipnose e regres-são clínica como técnica terapêutica.
Perguntas mais frequentes sobre a experiência de Quase Morte
1) O que é a Experiência de Quase-Morte (EQM)?
A Experiência de Quase-Morte é um tipo de Experiência Fora-do-Corpo (EFC) forçada, causada por traumas orgânicos e/ou agentes físicos, químicos ou psicológicos. Geralmente ocorre em casos de doença terminal ou em situações que envolvem momentos de grande risco para o corpo físico tais como acidentes, choques, cirurgias, sufocação, afogamento, ou outros. Este fenómeno é muito vulgar e investigadores de todo o mundo estão a investir muito tempo, esforço e dinheiro na tentativa de explicar mais cabalmente esta ocorrência.
2) O que relatam aqueles que vivenciaram uma EQM?
Geralmente as pessoas relatam uma série de experiências comuns tais como: um sentimento de paz interior; a sensação de flutuar acima do seu corpo físicoa a percepção da presença de pessoas à sua volta, visão de 360º, a ampliação dos sentidos, a sensação de viajar através dum túnel intensamente iluminado no fundo (efeito túnel). Neste espaço intemporal, a pessoa que vive a EQM percebe a presença do que a maioria descreve como um ”ser de luz”, embora esta descrição varie conforme os arquétipos culturais e a filosofia pessoal. A fronteira entre as duas dimensões é também a da vida e da morte. Por vezes aqueles que vivenciam esta experiência têm de decidir se querem ou não regressar à vida física e muitas vezes falam dum campo, duma porta, duma sebe ou dum lago como uma espécie de barreira que, se atravessarem, implicará o não regresso ao seu corpo físico. Estas são algumas das características das Experiências de Quase-Morte.
3) Que mudanças psicológicas e comportamentais ocorrem naqueles que têm uma EQM?
Muitos dos que têm uma Experiência de Quase-Morte revelam mudanças positivas comportamentais. A grande maioria muda as suas vidas para melhor pois perdem o medo da morte (tanatofobia); passam a valorizar mais as suas vidas e a dos outros; reavaliam os seus valores, a ética e as prioridades habituais; tornam-se mais serenos e confiantes; experimentam um aumento das percepções psíquicas; e aproveitam o maior conhecimento do propósito da vida para acelerarem a sua evolução.
4) Como é que a medicina explica a EQM?
A EQM é uma experiência traumática que deve ser examinada por todas as áreas da medicina sem preconceitos místicos ou obscurantistas. Desde que pesquisadores de todo o mundo começaram a discutir e a analisar este fenómeno mais abertamente, a comunidade médica foi forçada a olhar a morte e a sobrevivência da consciência sob uma nova perspectiva. Contudo, ainda existem médicos que negam as explicações científicas e atribuem este fenómeno a Deus ou a outra qualquer origem sobrenatural, recorrem às explicações tradicionais como a memória genética, a falta de oxigénio no cérebro (hipóxia cerebral) ou associam a experiência ao nascimento biológico.
5) Como é que a Projecciologia encara este fenómeno?
Uma vez que a EQM (Experiência de Quase-Morte) é um tipo de EFC (Experiência Fora-do-Corpo) que é induzida por factores externos; ela está dentro do âmbito da Projecciologia e como tal é um dos fenómenos estudados. As mesmas mudanças positivas de vida que ocorrem com as pessoas que passam por uma EQM também são experimentadas por aqueles que têm uma EFC totalmente lúcida e bem relembrada, quer seja espontânea ou provocada pela vontade. Esta é uma das razões pela qual os cursos ministrados pela International Academy of Consciousness dão maior ênfase à informação e às técnicas que permitem às pessoas ter EFC`s provocadas pela vontade. De acordo com a Projecciologia e a Conscienciologia, só existe um único tipo de cura – a auto-cura, que só é possível através do aumento da lucidez. Estas ciências encorajam as pessoas a ter as suas próprias experiências multidimensionais como forma de alcançarem maior auto-consciencialização.
6) Existem livros sobre a EQM?
Raymond Moody Jr., Ian Stevenson, Kenneth Ring, van Lommel e Peter Fenwick são alguns dos autores que publicaram obras sobre este assunto, consideradas parte da leitura essencial dos estudos projecciológicos.
A Drª Elisabeth Kubler-Ross é perita neste fenómeno e fundou uma instituição com o seu nome que apoia os doentes terminais e as suas famílias. Adicionalmente a International Association for Near-Death Studies (Associação Internacional de Estudos de Quase-Morte) publica o “Journal of Near-Death Studies”, totalmente dedicado a este assunto.




