Sono da Verdade
O trabalho efectuado pelo hipnotera-peuta Alberto Lopes na SIC, abriu a mente dos portugueses para o mara-vilhoso potencial da hipnose e regres-são clínica como técnica terapêutica.
TVP: HISTÓRIA
A TERAPIA DE VIDAS PASSADAS
A TVP e a Psicoterapia
TVP é a abreviatura adoptada no Brasil desde 1980 do método psicoterapeutico de
"Terapia de Vidas Passadas"
que utiliza a regressão de memória do paciente.
A pessoa que se submete à TVP recua a factos e épocas da sua vida presente e em
alguns casos essa viagem regressiva leva-a à vivência no útero materno; no
prosseguimento da experiência "chega" à(s) vida(s) passada(s). Não há dúvida
que o tema é interessante.
Há notícias de que desde os tempos antigos os sacerdotes egípcios praticavam a
TVP. No século passado foram vários os pesquisadores que se dedicaram à
regressão de memória em França e em Espanha.
Em 1977 os médicos americanos Denis Kelsey e Morris Netherton publicaram
respectivamente os livros "Many Lifetimes" (Vários cursos de vida) e "Vidas
Passadas em Terapia".
Em 1995 a TVP chegou a Portugal para ficar definitivamente havendo, actualmente,
alguns cursos periódicos de formação universitária psicológica em hipnose e
regressão
O Dr Patrick Drouot, físico francês, licenciado pela Universidade de Colúmbia,
em Nova York, estudou a regressão da memória em inúmeros pacientes. Depois de
dez anos de pesquisas, concluiu que a morte não existe: o que acontece é a
sobrevivência da alma e o mesmo ser vive várias vezes. Escreveu um livro, já na
5ª edição, denominado: "Somos todos imortais".
Ainda com estrondoso sucesso, o Dr Brian Weiss, médico norte-americano, autor do
livro best-seller mundial “Muitas Vidas, Muitos Mestres” tem vindo a atender
pacientes interessados em analisar o passado.
Objetivos
da TVP
A TVP procura a cura para os traumas actuais através do conhecimento das
origens distantes: alertando o paciente para o “porquê” do seu problema;
assim a solução é facilitada. Esta viagem ao passado é conduzida por
Terapeutas e profissionais competentes, por médicos e por psicólogos: Os
especialistas dizem que o paciente só se recorda d aquilo que se relacione
com o seu estado de sofrimento actual ou patológico.
A Terapia da Regressão (TVP) é uma terapia desenvolvida para tratar os
problemas de ordem psíquica referentes à retro cognição. Partindo do
princípio de que o ser humano é constituído por uma consciência física e
várias consciências multidimensionais; que as memórias deste estão contidas
na memória extracerebral e que traumas vivenciados num passado repercutem-se
no presente. A Terapia Vidas Passadas desenvolveu técnicas, chamadas
regressivas, que localizam o núcleo traumático e visam desactivar as suas
repercussões negativas no “aqui” e no “agora” do paciente.
A Terapia da Regressão ou TVP baseia-se na tese de que “todo o ser humano no
presente é o somatório de experiências vividas no passado e esse registo que
cada ser traz em si mesmo, repercute de forma saudável e/ou patológica no
seu presente”(Godoy, 1992).
Os princípios básicos da TVP
A TVP está a ser escrita complementa a Psicologia tendo um carácter
psicoterápico. (Godoy, 1992).
A TVP tem como hipóteses de trabalho
- Integralidade: o ser humano é um ser físico e um ser consciente;
como tal, obedece a leis físicas e extra físicas;
- Imortalidade: o ser humano possui uma consciência que é imortal e
que evolui para a perfeição;
- Carmalidade: cada ser pode ou não em cada vida completar a sua etapa
evolutiva;
- Inconsciência: a grande maioria dos seres humanos na actualidade é
inconsciente
da sua realidade de consciência;
- Lucidez: todo o acesso às realidades extrafísicas do ser é feito de
forma consciente;
- Desperticidade: o terapêuta deve manter-se sempre alerta nos
pormenores. (Godoy, 1995).
Os autores pioneiros deste trabalho são Morris Netherton e Edith
Fiore.
Edith Fiore, é a responsável pelo desenvolvimento da Terapia Regressiva
centrada no Insight. Os terapeutas que seguem a sua abordagem são Winafred
Lucas, Hazel Denning, Brian Weiss e Helen Wambach.

Edit Fiore é PHD em Psicologia e a sua educação religiosa foi convencional
sem nunca se ter interessado pela reencarnação. Trabalha com material
subconsciente para o trazer a nível consciente e do material que se
apresenta podem existir experiências consideradas como de vida passada.
Considera importante a revivência da morte e pós morte pois “na maioria dos
casos a experiência da morte é o acontecimento responsável pelos sintomas e
problemas do indivíduo”. (Fiore, 1978). Aconselha a Terapia Regressiva para
o tratamento de desordens emocionais, problemas comportamentais e sintomas
psicossomáticos. Não trabalha com esquizofrénicos, devido à sua dispersão de
atenção pois na hipnose é necessária a concentração.
Morris Netherton é responsável pela Terapia Regressiva centrada na Catarse e
tem como seguidores Hans Wolfgang TenDam, Roger Woolger e Livio Túlio
Pincherle.
Netherton, é PHD em Psicologia, USA, Califórnia, de
formação protestante. Trabalha com Terapia de regressão há mais de 30 anos e
tem formação em Gestalt Terapia e Análise Transacional. Afirma que o
objectivo da TR é libertar as pessoas de um problema de Vida Passada.
Trabalha várias vidas com o objectivo de resolver o problema do paciente na
vida presente.
Entende o inconsciente como um arquivo de todos os registros existenciais
desta e de outras vidas do Ser. Afirma que os acontecimentos não desaparecem
da memória eles encontram-se gravados no inconsciente.
Para o professor a terapia contem três fases cruciais: o período pré-natal,
nascimento e morte. No período pré-natal estão as raízes do comportamento
actual do cliente. Morte e Nascimento são semelhantes, e a morte noutra vida
determina a forma do nascimento nesta vida. (Netherton, 1985).
As
regras para o trabalho regressivo estabelecidas por Netherton são: “tudo o
que o paciente começa por dizer é trabalhado”; “se você não souber o que
fazer, pergunte ao cliente”, e enfatiza que “o cliente deve experienciar e
revivenciar o trauma”. (Netherton, 1985).
Ambas abordagens (Insight e Catarse) utilizam as técnicas da hipnose onde é
suficiente que o cliente alcance o estado hipnótico leve. A Terapia do
Insight utiliza as técnicas hipnóticas indirectas e a Terapia da Catarse
utiliza as técnicas hipnóticas directas onde a própria queixa é usada como
indução ao estado regressivo.
Alguns terapeutas misturam as duas terapias nos trabalhos regressivos.
Iniciam a regressão com a técnica hipnótica Indirecta e quando detectado o
momento traumático conduzem a sessão visando a catarse é o caso de Pincherle
(1990).

Hans
TenDam (1997), um aluno de Netherton, apresenta uma proposta metodológica
para a TR, e Woolger (1994), também seguidor de Netherton, apresenta uma
reescrita da TR correlacionando-a com a Terapia Analítica de Jung,
Psicodrama e Terapia Corporal.
A TVP trouxe uma nova forma de compreensão e entendimento do ser humano que
não se incompatibiliza com as restantes teorias psicológicas. Fornece-nos um
grande arcabouço de técnicas regressivas que podem ser usadas de forma
isolada, como complemento ou como aprofundamento, às técnicas utilizadas
pela Teoria Psicológica da Gestalt, Teoria Comportamental, Bioenergética,
Psicanálise, Análise Transacional, Psicodrama, entre outras.
O conhecimento da teoria da TVP pode ajudar o terapeuta que adopta uma
abordagem convencional a ampliar sua compreensão dos problemas apresentados
pelo seu cliente e facilitar a aplicação das técnicas convencionais.
Pode ser usada por qualquer psicoterapeuta quando este:
- Encontrar bloqueios, barreiras ou resistências do cliente;
- Estiver perante um cliente que está sempre cansaço, desanimado e que se
posiciona na vida como vítima ou doente crónico;
- Receber um cliente que apesar de ter sido tratado psicologicamente e
fisicamente ainda apresenta um determinado sintoma físico, sentimento,
imaginação ou pensamento persistente;
- Estiver perante um cliente que diz ver, ouvir e conversar com pessoas
mortas. Pode não se tratar de um caso de alucinação e sim o cliente pode ser
uma pessoa que usa com amplitude o canal da percepção.
Estas são algumas das indicações do uso da TVP e algumas formas como pode
ser o complemento do trabalho com outras abordagens terapêuticas.
É fundamental que todos os psicoterapeuta que pretendam
estudar, aplicar e utilizar as técnicas advindas da TVP, saibam que a mesma:
- não está finalizada porque ainda está a ser escrita;
- conta com terapeutas das mais diversas linhas que procuram demonstrar
empiricamente que a Terapia Regressiva complementa e amplia a
bagagem tradicionalmente adoptada por eles;
- sintetiza, engloba e integra as diversas abordagens psicológicas do ser,
fornecendo uma nova visão à Psicologia.
Seria muito bom se existissem mais terapeutas dispostos a investir tempo e a
aplicar os seus conhecimentos na Terapia de Regressão visando ajudar-nos na
edificação da TVP em vez de a marginalizar e de a excluir da sua actividade.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
1. Fiore, Edith. Você já viveu antes.
3. Netherton, Morris & Shiffrin; Vida passada: uma abordagem psicoterápica.
5. Pincherlle, Livio Túlio e outros. Terapia de vida passada: uma abordagem
profunda do inconsciente.
6. TenDam, Hans Wolfgang; Panorama sobre a reencarnação: uma investigação
recente e sua relação com a TVP. Volume I e II.
7. TenDam, Hans Wolfgang . Cura profunda. S. Paulo.
8. Wambach, Helen. Recordando vidas passadas.
9. Woolger, Roger. As várias vidas da alma.

T.V.P. Morris Netherton
"Eu fui..."
Suspeita-se que muitos dos espíritas tenham vivido como nobres, sobretudo em
França na época dos Luízes. Da minha parte, sem intentar fazer humor, nunca
ouvi um desses tais opinar que tenha sido escravo ou apenas um serviçal...
Por que será?
Talvez porque tenham mesmo vivido em França; sim, por que não? Se
considerarmos que o continente americano tem pouco menos de 500 anos de
colonização e que os humanos já estão no reino hominal civilizado há bem
mais do que 5 séculos. Assim, podemos ter sido habitantes da Ásia, da Europa
ou da África. Ou desses três continentes.
Mas cuidado: desejar ter sido nobre pode trazer o inconveniente de ter sido
cliente da guilhotina... Seria melhor ter vivido como plebeu ignorado e
rural? O problema é que a prática de se imaginar no passado e se ver na pele
de algum vulto famoso tem vindo a ser indirectamente incentivada por alguns
pseudo-terapeutas.
A minha discordância versa a ampla divulgação deste tipo de
"informação" por alguns, felizmente poucos, não fazendo as pessoas serem
mais espirituais nem torna mais forte a sua crença na reencarnação. Quanto
aos que não aceitam as vidas sucessivas, soa como piada.
O que é a Terapia de Vida Passada (TVP)?
A TVP considera que toda pessoa tem condição de chegar à origem dos seus
problemas e solucioná-los. Essa origem pode estar num trauma da vida
passada, numa conjunto de crenças e valores, de condicionamentos limitativos
ocorridos nalgum lugar no passado. O inconsciente constitui o grande arquivo
de memórias que pode ser consultado através da TVP.
Processo
terapêutico
O objectivo da Terapia de Vida Passada (TVP) é resolver e eliminar sintomas
e bloqueios que interferem na vida actual, sejam eles de origem somática,
emocional, energética ou mental, resultantes de conflitos e traumas
provenientes de acontecimentos passados, desta vida, da vida intra-uterina,
ou mesmo de vidas passadas.
Através da terapia, as memórias traumáticas e/ou conflitantes que estão
gravadas no inconsciente são revividas (emergem à consciência) e promovem a
liberação e a cura a nível físico e psíquico.
Indicações terapêuticas da TVP
A maioria dos casos tratados com a terapia convencional não obteve os
resultados desejados. Num contexto de TVP talvez possuam um significado
claro:
• Medos, fobias e síndrome do pânico;
• Alguns tipos de visões, sensações, audições e diálogos relacionados a
"presenças", habitualmente denominados de "delírios" ou "alucinações",
(casos de paranormalidade);
• Pensamentos e sentimentos recorrentes, bem como problemas e situações
repetitivos (patterns) constituem elementos importantes na busca de suas
raízes, provavelmente em vidas passadas;
• Queixas estranhas, aparentemente de difícil compreensão;
• Reações emocionais agudas, bloqueios, idéias fixas, crises;
• Sonhos recorrentes, sensações de "dejà vu" ou dejaísmo (impressão de
reconhecimento de alguém, de algum lugar ou algo, encontrado pela
primeira
vez no estado de vigília);
• Pensamentos ou sentimentos de não pertencer a esse planeta, família ou
país, etc., denominado de 'Sindrome do Estrangeiro';
• Marcas ou sinais físicos de nascença;
• Gagueiras, enurese noturna (urinar na cama), onicofagia (hábito de roer
unhas);
• Sintomas psicossomáticos: parestesias, tonturas ou vertigens, náuseas,
vômitos, anorexia, úlceras, insônia, entre outras.
• Sintomas físicos repetitivos (dores lombares, torcicolo, dores da coluna,
alergias, enxaquecas, cefaléias, problemas de pele - por exemplo: psoríase,
eczema -, sinusite, asma, bronquite, etc.);
• Dificuldades nos relacionamentos e na elaboração de separações e perdas;
• Casos de frigidez, dispareunia (dores durante a relação sexual), na mulher;
ejaculação precoce, ejaculação retardada ou impotência sexual, no
homem, ou
incapacidade para relacionar-se sexualmente, para ambos.



