Nível 3 - Pós Graduação

Nível 3 - Pós Graduação Hipnótica

1. Script hipnótico Depressão: para o controlo da depressão e ansiedade

Como devemos trabalhar a sintomatologia depressiva com protocolo depressão?
A depressão é em última análise repressão. A pessoa reprimiu-se durante longos períodos de tempo por isso deprime. Naturalmente este tempo é variável, e pode ser de alguns meses a alguns anos. Aos poucos, a pessoa perde a sua capacidade de reagir, de alegria e ânimo. A reação depressiva pode ser breve ou prolongada, pode estar acompanhada de ansiedade. Existem algumas particularidades comuns na reação depressiva que podemos ter em conta para fazer uma terapia sob medida.

Aspetos a trabalhar no transe hipnótico, com o consulente deprimido
• O deprimido é cinestésico
• O deprimido é interno
• O deprimido está desgastado pela vida
• Um deprimido possui a crença de que não vai melhorar
• Identificar o funcionamento de pré morbilidade do consulente (antes do síndroma)

Características de personalidade do deprimido
Devido às suas características de personalidade, a pessoa deprimida entra facilmente em transe, porque está voltado para dentro de si mesmo. Assim, trabalhamos o transe hipnótico começando pelas suas dores e os sofrimentos internos. Voltando para o seu interior pode reavaliar as questões mais pertinentes noutra perspetiva. Importa perguntar:
• Qual é a sua dor que é mais pronunciada?
• Quais as recordações mais dolorosas?

Áreas a trabalhar com o consulente com sintomatologia depressiva
• Qual a história biopsicossocial do consulente?
• Quais os tratamentos anteriores da síndroma/problema?
• O impacto da síndroma nas relações interrelacionais?
• A perturbação da síndroma na vida profissional?
• Qual as atividades, hobbies e tempos livres que deixou de o fazer?
• Quais os ganhos secundários?
• Reenquadrar causas que representam o problema “resinificação”;

2. Script hipnótico Luto e Melancolia: aplicação de técnicas que ajudam na desvinculação e perda de entes queridos e aplicação da despedida espiritual

O uso da hipnose clínica no trabalho de luto
Num protocolo hipnoterapêutico de hipnose clínica o principal objetivo da regressão é ajudar o consulente a modificar a sua perceção do evento responsável pelo trauma. Para alguém que possa estar a sofrer de síndroma de stresse pós traumático, pela não-aceitação de perda de um familiar, ou apresentar um quadro de sintomatologia ansiogénia, em terapia hipnótica de regressão procuramos dar um novo significado ao que aconteceu, para que a sensação de medo, vazio e ansiedade associado ao facto não apareça mais. Ou seja, o consulente passa a relativizar e não a dramatizar o acontecimento traumático.

A aplicação da hipnoanálise no “Trabalho de Luto”
De facto, o uso da hipnose, nomeadamente a hipnoanálise no trabalho de luto, revelou ser uma excelente técnica de libertação e desapego, ao permitir colmatar o vazio existencial da perda e do luto, através de uma Despedida Espiritual. Ou seja, o transe hipnótico no consultório permite o momento especial de tranquilidade e através de um processo de visualização guiada o consulente pode ter uma conversa interior, evocando simplesmente a imagem da pessoa querida pode estabelecer um diálogo interior e para lhe desejar paz e amor e finalmente criar as condições ideais para trabalhar a dor da perda. O trabalho de luto e desapego pode ser a experiência mais reconfortante e significativa para quem quer ver, ouvir, abraçar e demonstrar todo o amor ao ente querido que partiu.

Como abordar na hipnoterapia o desapego do familiar falecido
Para alguém que vive o luto em sofrimento deve ser abordado com calma, e saber explicar que a necessidade de trabalhar o luto numa despedida espiritual é do interesse dele, mas também de quem partiu. Assim, deve averiguar a história passada do consulente e a relação objetal com o familiar falecido.

O modelo de Kubler-Ross: A Negação e Isolamento; Raiva; A Negociação e Diálogo; A Depressão; A Aceitação

Pontos a abordar na terapia se ficou alguma coisa por esclarecer:
• Alguma promessa por cumprir?
• Alguma mágoa por sentir não ter sido amado pelo familiar?
• Alguma culpa por não ter ajudado o suficiente?
• Ficou algum vazio existencial depois da partida?

Pontos a abordar na terapia se ficou alguma coisa por esclarecer entre ambos:
• Alguma promessa por cumprir?
• Alguma mágoa por sentir não ter sido amado pelo familiar?
• Alguma culpa por não ter ajudado o suficiente?
• Ficou algum vazio existencial depois da partida?

Pontos a abordar na terapia a trabalhar com a energia do coração:
• Quando se move o pensamento do consulente para o coração, e fica com uma consciência psicoespiritual, ele transforma-se.
• Ao trabalhar a gratidão a solidão desaparece.
• Ao trabalhar a dádiva o egoísmo desaparece.
• Ao trabalhar o perdão e a raiva desaparece.
• Ao trabalhar o amor depois do amor e o apego desaparece.
• Em suma, trabalhar o que de bom aconteceu entre aqueles seres o amor cresce, e tudo que é ruim começa a desaparecer.

3. Script hipnótico Adições: para o controlo das adições (tabaco, álcool e drogas)

A hipnose apresenta um manancial de técnicas muito úteis para controlo e eliminação de comnportamentos aditivos, assim como na sua capacidade de implementar hábitos mais saudáveis. A hipnoterapia tem demonstrado ser muito eficaz no controlo de hábitos e dependências comuns como o álcool, tabaco e distúrbios alimentares.

Muitos dos princípios e técnicas hipnóticas que são usados na alteração de comportamentos disfuncionais, também podem ser utilizados no caso de consumo de substâncias psicoativas. Cabe ao hipnoterapeuta ter em conta o tipo de adição, assim como as caraterísticas do seu consulente, para uma eficiente aplicação da metodologia.

Hipnoterapeutas que fazem usos e aplicam as técnicas hipnóticas que irão serem apresentadas neste protocolo, referem graus de eficácia no tratamento antitabágico e de controlo alimentar que que ronda os 90% de sucesso.

Técnicas hipnóticas usadas para controlo de adições:
• Sugestões diretas vs indiretas
• Auto e hetero-hipnose
• Sugestão Aversiva
• Mecanismo condicionamento
• Técnicas de dissociação e distorção temporal
• Paradoxo contra paradoxo
• Terapia das partes
• Integração da Totalidade EU
• Regressão ao momento inicial (Causa Fonte)
• Resgate Criança Interior
• Distração e uso de metáforas (entremeamento sugestivo)

4. Script hipnótico P. Pânico e Ansiedade: para a perturbação de ansiedade, fobias e ataques de pânico

Porquê o nosso corpo literalmente “explode”, perante o stresse?
A ansiedade é nada mais do que um sentimento de medo (medo de falhar, estar exposto, ser julgado, perder o controlo ou até de morrer). Mas a reação do corpo ao stresse pode fazer perigar a nossa saúde, sem motivo aparente para tal. O medo é um mecanismo de defesa e, se for funcional, este tipo de medo ajuda-nos a precavermos as situações para não sermos afetados e, dessa forma, prepararmo-nos.

Ansiedade Funcional versus Ansiedade Disfuncional
Chama-mos a isto, ansiedade funcional. Quando esse medo é desproporcional à ameaça, por definição irracional, com fortíssimos sinais de perigo, medo de morrer de pânico e também seguido de evitação das situações causadoras de medo, é chamado de fobia, medo patológico ou ansiedade disfuncional.

Áreas que devemos abordar na terapia o consulente ansioso
• O ansioso possui um pensamento ruminante interno e somático
• O ansioso é externo está virado para os eventos futuros
• O ansioso está em alerta constante
• Um ansioso possui a crença de que está exposto e que não pode falhar

Aspetos a trabalhar no transe hipnótico, com ansioso
• A importância da técnica dos Veículos Hipnóticos nas primeiras sessões
• Promover a evocação de recursos imediatos

A primeira fase da terapia
• Regressão Causa Fonte;
• Inoculação Emocional;
• Técnica Mais Devagar

A segunda fase da Terapia
• A Importância da Hipnoanálise e Regressão à Causa Fonte
• Faça uso de uma sessão de Hetero-hipnose
• Faça uso da Técnica dos Símbolos
• Técnica Sala de Controlo;
• Técnica dos Estados do Ego;

5. Narrativas Terapêuticas, sabedoria e o Lúdico através da Fala

Contando histórias e restaurando almas
As narrativas metafóricas são uma tradição oral de passagem da sabedoria e conhecimentos ancestrais muito antigos, como a própria humanidade. De facto, o poder de uma narrativa metafórica permite transformar a mente do ouvinte, já que a sua mensagem esgueira-se por entre padrões mentais normalmente rígidos (normas e crenças sociais), e que foram condicionados e impostos à pessoa ao longo do seu processo de socialização.

1. A metáfora é uma maneira de pensar antes de ser um estilo com palavras
As últimas pesquisas nas ciências sociais e cognitivas deixam, cada vez mais claro, que a metáfora influencia as nossas atitudes e emoções, influenciando crenças e ações de uma forma surpreendente, oculta, e frequentemente excêntrica.

2. Como usar as narrativas como processo psicoterapêutico
As narrativas metafóricas são usadas em qualquer fase do processo de tratamento para facilitar o entendimento, mobilizar forças e recursos, de forma a atingir mais rapidamente os objetivos da terapia.

3. Onde podem ser usadas este tipo de narrativas?
O uso da narrativa terapêutica pode ser particularmente interessante em doenças psicossomáticas, síndromes funcionais ou relacionadas com o stresse e outros. Sobretudo são muito apropriadas naquelas nas quais nenhum micro-organismo específico ou lesão tecidular foi identificado como fonte da disfunção fisiológica.

4. Narrativas terapêuticas como método de recolher e projetar informação
As narrativas terapêuticas também podem ser utilizada projetivamente, quer dizer, pode ser usada de forma semelhante ao teste de personalidade de Rorschach. Neste sentido, as histórias apresentadas tem um propósito definido pelo terapeuta e normalmente apresentam estímulos que levam a uma resposta que tem um significado de diagnóstico ou um cariz terapêutico.

5. O que é a Modelagem Simbólica versus a Linguagem Clara de Grove ((Grove, 2011).
A linguagem clara tem um poder paradoxal, na realidade, as perguntas fornecem um formato, exteriorizando algum aspeto particular da experiência interna do consulente.

6. As 3 características que distinguem a Modelagem Simbólica Terapêutica de outros processos de metáforas e visualização:
1. Primeiro, é a confiança do individuo,
2. Segundo, é um meio para questionar e interpretar os sintomas da doença,
3. E terceiro, Modelagem Simbólica Terapêutica

Os 3 níveis cognitivos das narrativas terapêuticas:
a) Interpretação literal;
b) Interpretação universal, e;
c) Interpretação do subjetivo (o mais poderoso).

A importância do uso da sabedoria e do lúdico presente nas Narrativas Terapêuticas
Concluindo, a tradição oral de contar uma história ou um conto farão com que o ouvinte se aproxime da verdade que existe no coração, purificando-o de tudo o que é estranho ao seu físico e intelecto, promovendo paz, aceitação e equilíbrio interior, como sabemos, processos poderosos para uma cura completa.
O uso de parábolas, analogias e metáforas trazem agregadas em si autênticas lições de vida, qual diamante de sabedoria pronto a ser lapidado, e funciona como uma câmara de eco da própria vida. Evocando recursos, abrindo caminhos, apontando soluções e sempre disponível a afagar a sua alma com insights positivos.

Preço:

Valor da inscrição:
150€
Valor do nível:
500€

Reciclagem:
Apenas para alunos que já frequentaram esta formação: 150€

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