Sono da Verdade
O trabalho efectuado pelo hipnotera-peuta Alberto Lopes na SIC, abriu a mente dos portugueses para o mara-vilhoso potencial da hipnose e regres-são clínica como técnica terapêutica.
IMORTALIDADE DA ALMA NAS CRENÇAS ANTIGAS
Os Egípcios foram um dos primeiros povos a acreditar na imortalidade da alma. Para isso, preparavam os seus mortos para a vida depois da morte: assim se desenvolveu a mumificação. Todas as civilizações da Antiguidade, acreditavam na imortalidade da alma, inclusive os hebreus. Para os babilónicos, nem todos conquistavam a imortalidade da alma. Nem o povo, nem os líderes adoptavam a teoria da possibilidade do aniquilamento da alma; para eles, era a passagem para outro tipo de vida.
Não é muito claro hoje, que espécie de vida podiam Ter no além, mas é certo que, apenas alguns podiam alcançar a imortalidade. No Egipto, a crença, era fundamental para a religião egípcia. Eles sustentavam que Osíris, o deus principal no mundo além vida, julgaria a alma do morto para dar a ele, o prémio da imortalidade. Anúbis, Deus dos mortos, conduzia o morto à presença de Osíris. Para a religião egípcia, era importante a preparação dos mortos pois Osíris podia conceber a reencarnação.
Na Grécia, o matemático grego Pitágoras, (séc. VI a C) defendia que a alma era imortal e que estava sujeita a transmigração. Tales de Mileto, achava que a alma imortal existia nos homens e nos animais. Sócrates foi acusado aos setenta anos de corromper a mente dos jovens com o seu ensino. Condenado à morte, deu a sua última aula aos discípulos pouco antes da execução da sentença oferecendo-lhes uma série de argumentos a favor da imortalidade da alma e explicando que, por isso mesmo, não temia morrer. Sócrates e Platão acreditavam que a alma continuava viva após a morte.
Na Índia, é comum a crença na imortalidade da alma, aceite pelo Hinduísmo, o conceito de imortalidade passou ao budismo. Os Hindus praticavam o culto aos antepassados e ofereciam alimentos às almas. A lei do Karma, da causa e efeito, combinada com a imortalidade da alma e a possibilidade de reencarnação, funcionavam perfeitamente como lei moral, anunciando a recompensa ou a punição na outra vida.
Com a chegada do budismo, criou-se o "xintó" caminho dos deuses, Na crença do xintoísmo a alma sobrevive à morte do corpo e havia almas boas e almas más. Com medo dessas almas más, o povo antigo desenvolveu rituais para atenuar, o que se desenvolveu num culto aos espíritos dos antepassados. A alma assim que parte conserva a personalidade do morto e fica marcada pelo tipo de morte do corpo. Esses executam os rituais para tirar o mal tornando a alma pacífica e benevolente.
Com o tempo essa alma pode evoluir e tornar a ser um guardião ancestral. Os xintoístas também acreditam no paraíso por merecimento. Com o judaísmo não é diferente. As suas raízes remontam há mais de cinco mil anos. Segundo a enciclopédia judaica, somente no período pós bíblico é que a crença na imortalidade se estabeleceu, tornando um de seus fundamentos. No período bíblico, a pessoa era considerada como um todo. Mas os judeus primitivos já acreditavam na ressurreição dos mortos a qual era diferenciada da crença da imortalidade da alma. Filo de Alexandria, um dos primeiros filósofos judeus disse que a morte estabelece a alma no seu estado original visto que esta pertence ao mundo espiritual e o corpo nada mais é do que um episódio breve.
No caso do cristianismo, a filosofia que mais convinha na época era o platonismo. Estes exerceram uma forte influência nas doutrinas Cristológicas. Dos filósofos antigos, Orígenes de Alexandria, no oriente, e Agostinho no ocidente, e que a alma foi estabelecida como substância espiritual. Para Aristóteles, a alma era inseparável do corpo e não existia fora dele. Se existia algo eterno no homem, era a sua obra, o intelecto abstracto. A teologia relevante da igreja era de que as almas sobrevivem à morte.
Os reformadores protestantes opuseram-se à crença do purgatório, mas aceitavam a ideia da punição ou das recompensas eternas para a alma. Com isso, a teologia da imortalidade da alma, prevalece desde o princípio. O Islamismo, ensina que o ser humano tem uma alma que continua a viver depois da morte, da ressurreição, do juízo, e das bem aventuranças ou punição das almas. Os muçulmanos afirmam que a alma vai para o BarzaKh (barreira) lugar ou estado em que estão antes do julgamento. Lá, a alma fica consciente, sofrendo, ou gozando felicidade. Depois do juízo, cada qual recebe seu destino eterno.
Das dez pessoas entrevistadas sobre a imortalidade da alma após a morte, sete acreditam, e apenas três não acreditam.




