Sono da Verdade

O trabalho efectuado pelo hipnotera-peuta Alberto Lopes na SIC, abriu a mente dos portugueses para o mara-vilhoso potencial da hipnose e regres-são clínica como técnica terapêutica.

Vidas Passadas

Veja qual terá sido a sua vida passada


RESSURREIÇÃO OU REENCARNAÇÃO?



Primeiro quero esclarecer que não existe Evangelho Segundo Kardec. O que existe é o E.S.E- "Evangelho Segundo o Espiritismo", ou seja, segundo as interpretações outorgadas pelos Espíritos Superiores, e não por Kardec. Muitos questionam por que a Doutrina Espírita criou o Livro E.S.E ao invés de seguir a Bíblia. Severino Celestino, Escritor e estudioso do Hebraico, tem a resposta
“Este é mais um conceito erróneo de quem não conhece o Espiritismo. O Evangelho Segundo o Espiritismo é uma colectânea de versículos extraídos da Bíblia e interpretados pelos Espíritos. É um livro de orientações maravilhosas para as dificuldades da vida. Possui 28 capítulos, onde setenta por cento dos ensinamentos foram extraídos do Sermão do Monte, o maior legado que Cristo nos deixou e composto por ensinamentos que são aceitos por todos os cristãos. Os outros versículos são retirados dos Evangelhos e até da Primeira Aliança (Antigo Testamento), pois o seu XIV capítulo, ‘Honrar Pai e Mãe', foi retirado do Êxodo 20,12. Portanto, não se trata de uma Bíblia dos Espíritas, mas de um roteiro moral e de muita luz retirados directamente das páginas da Bíblia."

Ressurreição e Reencarnação será a mesma coisa? Veremos que, no conceito tradicional do Cristianismo, às vezes é, e,às vezes, não é. É comum ouvirmos padres dizerem que a Bíblia fala em ressurreição, e jamais em reencarnação, e que esta nega aquela, o que está errado. O Nazareno nos recomendou que examinássemos as Escrituras, o que quer dizer que as devemos estudar a fundo, de modo racional e sem viseiras, deixando de lado certos princípios de exegese e de hermenêutica, que, às vezes, não passam de distorções de textos bíblicos, com o objectivo de adaptá-los às teologias dos dogmas que foram sendo instituídos ao longo dos tempos.

Com efeito, sem falar nos cabalistas que sempre defenderam a reencarnação, os judeus acreditavam nessa doutrina, chamada de ressurreição na Bíblia. Só que eles não entendiam bem do assunto. E não sabiam o que, de fato, ressuscitava, se o corpo, a alma, o espírito ou todos juntos.

Vejamos um exemplo de que para eles ressurreição era realmente reencarnação, e que está em: Mateus 16, 13 e 14: “ Tendo Jesus chegado às regiões de Cesaréia de Felipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem? E eles responderam: Uns dizem: João Batista; outros: Jeremias, ou algum dos profetas.”

Vamos examinar só o caso da hipótese de Jeremias, dizendo, antes, que não aceitamos essa hipótese, mas apenas a apresentamos, para comprovar que ressurreição para eles era reencarnação. Assim, se Jesus (por hipótese) poderia ser Jeremias, é óbvio que se trataria do retorno à vida terrena do espírito de Jeremias no corpo de Jesus, pois o corpo de Jeremias já era pó no cemitério cerca de 600 anos antes de Cristo.

O Evangelho apresenta evidências claríssimas que a ressurreição à qual se refere não é a da carne, mas sim do espírito. O apóstolo Paulo é o que melhor apresenta esta evidência, basta lermos a I carta aos Coríntios cap. 15 vers. 50-51, sela o assunto dizendo-nos: "Mas digo isto, irmãos, que A CARNE E O SANGUE NÃO PODEM HERDAR O REINO DE DEUS; nem a corrupção herda a incorrupção. Eis aqui um mistério: nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados". (Destaque em maiúsculo e negrito feito por mim).

 

Parece que também está BEM CLARO o que diz Paulo, não? Ou seja, A CARNE E O SANGUE NÃO PODEM HERDAR O REINO DE DEUS. E como fica o conceito clássico de Ressurreição, no qual as religiões tradicionais acreditam?

Quero deixar claro que respeito integralmente as suas crenças pois TODOS têm o direito de seguir uma Religião. Porém, o Velho e o Novo Testamento já atravessaram mais de 3 mil anos e foram traduzidos para 2.167 línguas ! Muitas delas praticamente inexistentes nos dias de hoje.

O interessante nisso tudo é que são encontradas muitas diferentes traduções entre Elas. E porquê? O texto que as originou não foi o mesmo? Porquê tanta diferença nas suas traduções? A única resposta encontrada tem a ver com A questão pessoal que cada corrente religiosa coloca em sua tradução.

A Bíblia de Jerusalém, Edições Paulinas, por exemplo, considerada a melhor edição da Sagrada Escritura, em português, contém a informação de que a sua tradução foi realizada por uma equipa de católicos e protestantes. Seria esta Bíblia, então, traduzida de forma imparcial? Ou seja, sem inclinações para o catolicismo e para o protestantismo? Só um ingénuo poderia acreditar nisso.


Para resumir, vamos citar apenas um facto que poucos têm conhecimento. Sabia que o termo grego "palingenesia", o qual significa Reencarnação, está na Bíblia? E, no entanto, os tradutores modificaram o sentido dessa Palavra e traduziram-na como regeneração.

Veja:
Passagem do Novo Testamento que marca definitivamente os retornos sucessivos do espírito à carne. A Palavra Palingenesia.

Epístola de Paulo a Tito

Tito 3 : 5 (Em grego Transliterado)
"...Ouk ex ergôn tôn en dikaiosunê a epoiêsamen êmeis alla kata to autou eleos esôsen êmas dia loutrou paliggenesias kai anakainôseôs pneumatos agiou "

 

Expressão Traduzida (literalmente) resultante do Original Grego

"... não por obras da justiça que tivéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia que nos salvou pelo lavatório da reencarnação, e pelo renascimento de um espírito santo".

* Leiam com atenção o Texto Grego Transliterado. Verificamos, mais ao final, o aparecimento da palavra "paliggenesias" ( pa????e?es?a? - em grego Koiné ), que em português se escreve de forma muito parecida, ou seja, Palingenesia. Ora, para não haver dúvidas, vamos recorrer ao mais conceituado Dicionário deste País - O Dicionário Aurélio, Séc. XXI, o qual leva em consideração a origem e a morfologia das palavras, independentes de épocas e costumes.

Palingenesia :


[Do gr. palingenesía, pelo lat. tard. palingenesia.]

1. Veja - Eterno Retorno (1).

2. Segundo Schopenhauer (v. schopenhaueriano), renascimento sucessivo dos mesmos indivíduos.
Observe que o Dicionário Aurélio recomenda ver a expressão "Eterno retorno". Muito bem. No mesmo Dicionário vamos encontrar:

 

Eterno retorno

1. Filos.(Filosofia) Na Antiguidade, doutrina comum aos órficos, pitagóricos, jónios e estóicos, segundo a qual o mundo, ao fim de um determinado período, retorna ao caos inicial, a partir do qual novamente se cumprirá um ciclo idêntico ao anterior, e isto em número infinito de vezes; ciclo do mundo, palingenesia.

2. Rel.( Religião ). Doutrina segundo a qual a alma se reencarna sucessivamente em diferentes corpos, realizando uma purificação progressiva até alcançar a perfeição.

Alguma Dúvida ????????


Mas…um infeliz pormenor: Os tão "insignes e honestos" tradutores das Bíblias católicas e evangélicas modificaram a tradução da palavra Palingenesia e resolveram utilizar: regenerador. Bela solução eles encontraram, não? O texto, nessas Bíblias, ficou assim:


Tito 3:5 "...não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo." (Destaque meu).


Além disso, no texto grego, está escrito: "loutrou paliggenesias". Ora, "loutrou" não significa "lavar", mas significa o "local onde se lava, limpa ou purifica". Vamos encontrar o mesmo problema numa outra carta, em Ef. 5, 26, em que S. Paulo , ao falar da vida dos casados e referindo-se à Igreja, usa a mesma palavra "loutrou" : "...fez isto para que ela fosse consagrada e purificada pela água... " ou "...purificando-a com a lavagem da água... ". Parece claro que, nestes dois versículos, as expressões utilizadas nas actuais Bíblias não traduzem a palavra grega "loutrou" como o lugar onde o espírito se purifica e regenera – a Terra – ao longo de sucessivas encarnações, em veículos de crescente perfeição, em perfeita sintonia com a evolução e com os fenómenos da Natureza.

E para complementar, disse Jesus aos discípulos: "...asseguro-vos que, no mundo que há-de vir... ou "...em verdade vos digo que vós, que me seguistes, quando, na regeneração..." ( Mt 19: 28 ). Mas, no texto grego escreve-se: "en té palingenesia". A palavra palingenesia, composta pelo prefixo "pálin" (de novo), e "génesis" (origem, nascimento), significa, como já vimos, "Renascimento", "Novo Nascimento" ou simplesmente "Reencarnação". E, como o artigo grego "té", precede a palavra "palingenesia", torna-se claro que o autor se refere a um retorno específico do espírito e não a qualquer outro retorno dos muitos que são possíveis.

Como a Cristificação ocorre depois do Espírito se graduar na Escola da Vida, no fim do presente dia de manifestação, este versículo deveria ler-se, da seguinte forma, já adaptado para os dias actuais: "...asseguro-vos que, na reencarnação final...". É a esta fase da evolução, no ponto da Cristificação do Espírito, a que S. Paulo se refere em Heb. 7, 25, quando fala na "salvação eterna", que se alcança quando formos como os "anjos" e já não pudermos voltar a morrer, de acordo com Lc. 20, 36.

Bem, para aqueles que quiserem ler mais detalhes, é só pesquisar por:

1) A Reencarnação estaria na Bíblia?
http://geocities.yahoo.com.br/fabiohpbr2001/nsrb.html

2) As Traduções das Bíblias atuais confrontadas com seus originais em Hebraico e Grego
http://geocities.yahoo.com.br/fabiohpbr2001/nsheb.html



SÃO PAULO CONDENOU A REENCARNAÇÃO?

Epístola Paulina aos Hebreus:

Hebreus 9, 27 -
" E, assim como aos homens está ordenado MORREREM UMA SÓ VEZ e, depois disto, o juízo ".

A passagem de Hebreus 9, 27 é citada inúmeras vezes, como argumento contra a Reencarnação. Se Paulo quisesse dizer que temos só uma só na Terra, porque é que não disse assim: Aos homens está determinado VIVEREM UMA SÓ VEZ .

Vamos analisar alguns factos.

No Novo Testamento é narrada a ressurreição da filha de Jairo, do filho da viúva de Naim e de Lázaro. Se de facto essas ressurreições existiram podemos dizer que ELES MORRERAM DUAS VEZES?

E se eles não morreram duas vezes, temos de os procurar para colocar esses indivíduos no Guinness, o Livro dos Records, pois a estas altura eles teriam mais de 2.000 anos.

Além disso, Paulo, não estava a combater a Reencarnação pois não é o contexto dessa narrativa. Mas, por outro lado, não deixa de ser uma verdade, já que o corpo que possuímos em cada Reencarnação , realmente só morre uma vez.

Além disso, o versículo ("aos homens está ordenado morrerem uma só vez" - Heb. IX, 27) tem sido uma pedra de tropeço para todos os que desconhecem o que realmente é a reencarnação, limitando-se a ler a letra que mata e não percebendo o espírito que vivifica. Não há contradição nenhuma entre o que diz Paulo neste versículo e a teoria da reencarnação. Mas vamos por partes:


* À partida, ninguém precisa de acreditar na reencarnação como dogma, pois ela existe, creiam os homens nela ou não. Da mesma maneira, não é pelo facto de alguns homens não crerem em DEUS que Ele deixará de existir.


* Um Espírito necessita conhecer e praticar o Bem, progredir, evoluir e subir tanto, tanto, que chegue, como diz Paulo na Epístola aos Efésios, a ser igual a JESUS. Eis suas palavras: "Até que todos cheguem à unidade da Fé, ao pleno conhecimento do FILHO DE DEUS, ao estado de homem feito à medida da estatura da plenitude do CRISTO' (Efésios, 4: 13).

* Ora, haverá homem sobre a face da Terra que tenha a pretensão de poder chegar até essa altitude numa só vida humana? Percorrendo a história da Humanidade, APONTEM-NOS QUEM JÁ CHEGOU LÁ, EXCEPTO O PRÓPRIO JESUS ??? No entanto Paulo diz: "...até que TODOS cheguemos..." TODOS ...

* Então se o Espírito necessita evoluir até esse ponto, evidentemente o fará por intermédio de muitas vidas no corpo, neste tabernáculo no qual habitamos temporariamente, no dizer de São Pedro (II Pedro, 1: 13 e 14).

* Ora, é fora de qualquer dúvida que cada homem só pode morrer uma vez...e depois disso vem o juízo que determinará para onde irá o Espírito: para as zonas de luz ou para as zonas de trevas. Só morreram "duas vezes", segundo a interpretação comum, aqueles que foram ressuscitados, como Lázaro... mais ninguém. Cada homem (conjunto de Espírito e corpo) só pode morrer uma vez. Porque, separado que esteja do corpo, não mais se poderá a ele unir, a não ser por outro nascimento.

* Então qual a dificuldade de compreender, dentro da teoria da reencarnação, a frase de Paulo? Nenhuma. Está certíssima: "É ordenado aos homens que morram uma só vez, e depois disso vem o juízo".

* Entretanto é inegável que o homem morre, ou seja, que a personalidade deixa de existir, naquela união terrena. E isso logicamente só pode OCORRER UMA VEZ em cada personalidade, em cada homem."

* Desaparece a personalidade daquela vida terrena. Mas continua, em forma ainda invisível aos sentidos da maioria dos seres humanos, a parte eterna de todos nós: o Espírito imortal, a Individualidade. Diz o CRISTO que o Espírito sopra onde quer, isto é, manifesta-se onde for necessário à sua evolução, até integrar-se no Amor Universal, em DEUS. E isto, na Terra, dá-se por meio das reencarnações.

Além de tudo isso se analisarmos tudo ao pé da letra ficaremos diante de uma contradição: se LOGO DEPOIS da nossa morte, vem o juízo (pressupõem-se que cada um terá um juízo após a morte), qual a necessidade do JUÍZO FINAL, tão apregoado pelas Religiões Ortodoxas, se anteriormente já fomos julgados? Será que se formos condenados ao "inferno" no primeiro juízo poderemos de lá sair quando do juízo final? Ficam no ar estas perguntas para quem quiser responder.

Finalmente, alguns dizem que a Reencarnação não é Bíblica, pois ela não aparece nos Textos Sagrados. Ora, esse argumento é pueril e sem sustentação, pois a palavra Reencarnação não poderia mesmo estar contida nas Sagradas Escrituras, pois este termo, “Reencarnação” só passou a existir no Séc. XVII, na França, embora a crença na pluralidade das existências já existia na época de Cristo e até antes Dele.

Para mais pormenores sobre a “Reencarnação na Bíblia”, sugiro aos interessados que leiam um texto minucioso e bem explicado em:
http://geocities.yahoo.com.br/fabiohpbr2001/nsrb.html
 


O VELHO TESTAMENTO ( DEUTERONÔMIO 18:9-12 ) CONDENARIA A COMUNICAÇÃO COM OS ESPÍRITOS?

No Deuteronômio 18:9,12, um dos versículos mais citados pelos Detratores da Doutrina Espírita, e que "supostamente" condenaria a comunicação com os "mortos", pode ler-se:
"Não se ache entre vós quem purifique seu filho ou sua filha fazendo-os passar pelo fogo, nem quem consulte os adivinhos ou observe sonhos ou agouros, nem quem use malefícios, nem quem seja encantador, nem quem consulte os pitões [os médiuns] ou adivinhos , ou indague dos mortos a verdade. Porque o Senhor abomina todas estas coisas e por tais maldades exterminará estes povos à tua entrada" (Deut. XVIII-9-12).

REFUTAÇÃO : Em primeiro lugar, o Kardecismo não aconselha ninguém a procurar o conhecimento do futuro, de antemão, pois temos uma missão a cumprir (não confundir com destino) e não devemos usar de subterfúgios para nos não fazermos as tarefas.

Essa passagem da Bíblia não tem nada a ver com o Espiritismo de Kardec. Se os detractores do Espiritismo tivessem, ao menos, noções rudimentares dos princípios Espíritas, não os confundiriam com algumas seitas afro, como a Quimbanda e embusteiros que existem de toda sorte, como adivinhos, encantadores, pessoas que indagam aos mortos sobre o futuro, etc, os quais se utilizam de práticas pseudo-espirituais para iludir os incautos em sua boa-fé. Pitões referem-se ao adjectivo pitónico (do Grego pythonikós), o qual se relaciona com os termos nigromântico e mágico.

Nigromancia ou Necromancia, significam adivinhação pela invocação dos espíritos ou magia negra. Isto não tem nada a ver com os ensinamentos preceituados pela descodificação realizada por Kardec no seu primeiro livro. Pitões NÃO são médiuns kardecistas. Tal afirmação é no mínimo leviana e sem fundamento.

Aqueles que usam essa Passagem de Deuteronômio 18, esquecem-se que necromancia é a comunicação com os mortos e visa adivinhações. Vejam no mais conceituado Dicionário deste País, o Aurélio, Séc. XXI, o qual leva em consideração a ORIGEM E A MORFOLOGIA das palavras, INDEPENDENTES DE ÉPOCAS E COSTUMES, o verdadeiro significado de Necromacia. Confira no Dicionário

Necro : Do gr. nekro- < gr. nekrós, oû >. O que significa 'morte'; 'cadáver'; 'extinto'.
Mancia : Do gr. -manteía. O que significa ' adivinhação ', 'predição'.

Necromancia tem a mesma formação das palavras Carto mancia , que significa Adivinhação por meio de cartas de jogar, ou então Quiro mancia que é a Adivinhação pelo exame das linhas da palma da mão; quiroscopia.

O termo Adivinhação , nesse caso, provoca uma diferença substancial. Logo essa Passagem de Deteronômio 18.9-12, pode se aplicar a Umbanda/vertentes, Kimbanda, ou a quem os opositores de Kardec quiserem, MENOS AOS KARDECISTAS, pois que fique bem claro: Os kardecistas JAMAIS comunicam-se com os Espíritos visando adivinhação (Nº da Sena; Prosperidade ou não nos negócios; Quem será o próximo Presidente, Quem ganhará torneios, disputas, etc). Isto é totalmente reprovável dentro da nossa Doutrina.

Além disso, “ estes povos ” (destaque da Passagem de Deteronômio 18.9-12, acima) debruçavam-se diante dos Túmulos para chamar os mortos. E os Espíritas de hoje, fazem Isso? Quando digo Espíritas refero-me aos Kardecistas.


É evidente que o Legislador Hebreu queria que seu povo rompesse com os costumes egípcios, onde as evocações estava em uso e eram um motivo de abuso, como provam citações de Isaías (Cap XIX, v. 3): “O Espírito do Egipto se aniquilará nele, e eu arrasarei a sua prudência; eles consultarão os seus ídolos, os seus adivinhos, as suas pitons e os seus mágicos. ”

Os mortos eram evocados simplesmente como meio de adivinhação, da mesma qualidade que os augúrios e os presságios, explorados pelo charlatanismo e pela superstição.

Mesmo assim essa proibição não adiantou e esse costume não foi desenraizado, convertendo-se em objeto de um tráfico, assim como o atestam passagens seguintes do profeta Isaías (Cap. VIII, v 19, Cap XLIV, v. 25 ), ou seja:


- E quando vos disserem: Consultai os mágicos e os adivinhos, que falam em segredo nos seus encantamentos, respondei-lhes: “Cada povo não consulta seu Deus? E vai-se falar aos mortos daquilo que diz respeito aos vivos?”

- Sou eu quem faz ver a falsidade dos prodígios da magia que tornam insensatos aqueles que se intrometem em adivinhar, que transtornam o espírito dos sábios e que convencem a sua vâ ciência de loucura.

Estas palavras são inequívocas: Provam claramente que, nesse tempo, as evocações tinham por objectivo a adivinhação e que delas se fazia um comércio; estavam associadas às práticas da magia e da feitiçaria e eram acompanhadas de sacrifícios humanos. Moisés tinha razão em proibir essas coisas e de dizer que Deus as tinha em abominação. Essas práticas supersticiosas perpetuaram-se até à Idade Média.

Quem atribui essa proibição de Moisés ao Espiritismo de hoje, não aprofundou melhor no sentido das palavras bíblicas pois não há nenhuma analogia entre o que se passava com os hebreus e os princípios contidos na Doutrina Espírita actual. Bem mais: O Espiritismo condena precisamente o que motivava a proibição de Moisés. Mas, cegos pelo desejo de encontrarem um argumento contra as ideias novas, os opositores da Doutrina Espírita não perceberam que esse argumento é completamente falso.

E mais:
Para aqueles que só se lembram do Deuteronômio 18 para se apegar a argumentos contrários à comunicação com os Espíritos, DEVERIAM CONTINUAR A LER O VELHO TESTAMENTO E VERIAM QUE O PRÓPRIO MOISÉS APOIA A COMUNICAÇÃO COM OS “MORTOS. É só ler:

Números 11:12 - "Um jovem correu para dar notícias a Moisés: "Eldad e Medad, disse ele, profetizam no acampamento". Então Josué, filho de Nun, servo de Moisés desde a sua juventude, tomou a palavra: "Moisés, disse ele, meu Senhor, impede-os". Moisés, porém respondeu: "Por que és tão zeloso por mim? Quem dera que todo o povo do Senhor profetizasse, e que o Senhor lhe desse o seu espírito!" E Moisés retirou-se do acampamento com os anciãos de Israel."

Aqui está uma passagem de Moisés que não proíbe a comunicação pois o Espírito que repousou fê-lo em virtude dos irmãos estarem preparados, ou seja, invocavam os Espíritos. Se a invocação era para o sentido do bem e do crescimento, Moisés não se importava. Se porém, era por motivos fúteis como adivinhar o futuro, aí sim, era proibido.

Além disso, ainda há no Velho Testamento mais comunicação com os "mortos":

* Gênesis 16:7-12 Diálogo entre Agar, escrava egípcia, mãe de Ismael, o primogênito de Abraão, e o espírito enviado por Iahvéh.

* Gênesis 18:1-3 Abraão é visitado por 3 espíritos que se apresentam como 3 homens e lhe anunciam o nascimento do seu filho Isaac.


* Gênesis 32:23- 33
A luta de Jacó com um Espírito materializado. Jacó deu ao lugar o nome "Peniel" que significa "Face de Deus".

O mais estranho é que essas pessoas se esquecem QUE NA PRÓPRIA BÍBLIA, Jesus comunica com os "mortos" na Transfiguração do Tabor, quando apareceram Moisés e Elias. Se alguém quiser acreditar na fantasia de que Elias não morreu, tem esse direito. Mas Moisés já havia morrido séculos antes de Cristo, e está na Bíblia, no próprio Deuteronômio que alguns interesseiros só lêem até ao ponto que lhes interessa. É só continuar mais um pouco e ler a passagem de Deut. 34:5-7:

“ Assim Moisés, servo do Senhor, morreu ali na terra de Moabe, conforme o dito do Senhor, que o sepultou no vale, na terra de Moabe, defronte de Bete-Peor; e ninguém o lugar da sua sepultura. Tinha Moisés cento e vinte anos quando morreu; não se lhe escurecera a vista, nem se lhe fugira o vigor.”

Vejamos então a Passagem de S.Mateus 17: 1- 3, a qual prova que Jesus se comunica com os chamados “mortos”:

"...Seis dias depois, Jesus tomou consigo a Pedro, Tiago e seu irmão João, e os levou a um lugar à parte, sobre um alto monte. Transfigurou-se diante deles e seu rosto brilhava como o sol; a sua roupa tornou-se branca como a luz. Então lhes apareceram Moisés e Elias, conversando com ele..."

Se os opositores do Espiritismo quiserem condenar a comunicação com os mortos, deveriam, então, condenar primeiro Jesus? Contraditório, não?