Sono da Verdade
O trabalho efectuado pelo hipnotera-peuta Alberto Lopes na SIC, abriu a mente dos portugueses para o mara-vilhoso potencial da hipnose e regres-são clínica como técnica terapêutica.
Experiência Quase-Morte: Mellen-Thomas Benedict
Mellen-Thomas Benedict é artista e
sobreviveu a uma experiência de quase-morte em 1982.Permaneceu morto durante mais de uma hora e meia após ter morrido de cancro. Na hora da morte ele saiu do corpo e foi para a luz.
Estava curioso a respeito do universo e foi levado para longe até às profundezas remotas da existência e do além, para o vazio energético do nada que existe por detrás do Big Bang. Durante a experiência absorveu uma quantidade enorme de informações sobre a reencarnação. Por causa da sua experiência de quase-morte, ele trouxe de volta descobertas científicas. O Sr. Benedict tem estado profundamente envolvido com os mecanismos de comunicação celular e pesquisas sobre o relacionamento entre a luz e a vida que se chama Biologia Quântica.
O Sr. Benedict descobriu que as células vivas respondem muito rapidamente à estimulação de luz e isto resulta, entre outras coisas, numa cura de alta velocidade. Ele é um pesquisador, inventor e orador que detém seis patentes nos Estados Unidos. A experiência quase-morte do Sr. Benedict foi reimpressa aqui com autorização dos autores Dr. Lee Worth Bailey e Jenny Yates. O seu livro intitulado “The Near-Death Experience: A Reader” publicado pela Routledge, Nova York, em 1996, é altamente recomendável. Um pedaço da sua experiência quase-morte também aparece no livro de P. M. H. Atwater, Beyond the Light. Sobre a experiência de Mellen, Dr. Ken Ring ressaltou, "A sua história é uma das mais extraordinárias dentro da extensa pesquisa que tenho feito sobre experiências de quase-morte".
Em 1982 morri com um cancro terminal. A doença era incurável e todos os tipos de quimioterapia que me davam me faziam vegetar cada vez mais. Os médicos davam-me seis a oito meses de vida.
Eu fui um obstinado por informações nos anos 70 e tornei-me cada vez mais desanimado por causa da crise nuclear, da crise ecológica e esses assuntos. E, por não ter uma base espiritual passei a acreditar que a natureza tinha cometido um engano e que nós provavelmente éramos um organismo canceroso no planeta. Eu não via nenhuma saída para os problemas que tínhamos criado para nós mesmos e para o planeta. E enxergava todos os humanos como células cancerígenas já que era isso que eu tinha.
Foi isso que me matou. Cuidado com a sua visão do mundo. Ela pode-se virar contra si, especialmente se for uma visão de mundo negativa. Eu tinha uma visão muito negativa. Isto foi o que me conduziu à morte. Eu tentei vários métodos alternativos de cura mas nenhuma ajudou.
Então decidi que isto ficaria apenas entre mim e Deus. Na verdade, eu nunca tinha encarado Deus antes nem tinha lidado com Ele. Não tinha nenhuma espiritualidade na época, mas comecei uma viagem para aprender o que é a espiritualidade e as curas alternativas. Li tudo o que pude e agarrei-me ao assunto porque não queria ter uma surpresa quando chegasse ao outro lado.
Comecei a ler sobre várias religiões e filosofias. Era tudo muito interessante e deu-me uma esperança de que havia alguma coisa do outro lado. Por outro lado, eu era um artista liberal que fazia vitrais e não possuía assistência médica. Então, todas as minhas economias se foram do dia para noite nos exames médicos. Enfrentei os médicos sem nenhum tipo de seguro.
Eu não queria que a minha família se afundasse financeiramente e decidi lidar com isso sozinho. Eu não tinha dores constantes mas apagava de vez em quando. Fiquei de uma maneira que nem me atrevia a conduzir e de vez em quando ia parar ao hospital. Contratei a minha própria enfermeira. E fui abençoado por este anjo que ficou junto de mim na fase terminal.
Durei cerca de dezoito meses. Não quis tomar muitos medicamentos para ficar o mais consciente possível. E comecei a ter tantas dores que isso era a única coisa da qual eu tinha a consciência, felizmente por poucos dias de cada vez. Lembro-me de acordar um dia em casa por volta das 4:30 da manhã a saber que estava acabado. Este era o dia em que eu ia morrer.
Então chamei uns amigos para me despedir. Acordei a minha enfermeira e disse-lhe. Tínhamos acordado com ela deixaria o meu corpo morto sozinho durante seis horas porque eu tinha lido que acontecem coisas muito interessantes quando morremos. Voltei a dormir. A próxima coisa que eu lembro é o início de uma típica experiência quase-morte.
Subitamente estava consciente e de pé mas o meu corpo estava na cama. À minha volta estava tudo escuro. A experiência de estar fora do corpo foi mais vívida do que as experiências ordinárias. Foi tão real que eu podia ver cada cómoda da casa, podia ver o tecto da casa, podia ver à volta da casa e podia ver por baixo da casa. Tinha uma luz a brilhar.
Virei-me para ela. A luz era muito similar ao que outras pessoas descreverem nas suas experiências quase-morte. A Luz é magnífica. É tangível; podemos senti-la. É atraente; queremos ir ter com ela da mesma forma como iríamos para os braços da nossa mãe ou pai. À medida que me fui movendo para a luz senti intuitivamente que se eu fosse até lá morreria. Para a minha surpresa toda a experiência parou naquele ponto.
O meu pedido foi honrado e eu tive algumas conversas com a luz. Ela transformava-se em figuras como Jesus, Buda, Krishna, mandalas ( http://www.near-death.com/archetypal.html ), imagens arquetípicas e simbólicas. Eu perguntei à luz, "o que é que está a acontecer aqui? Por favor, luz, esclareça-me. Eu realmente quero saber a verdade sobre esta situação". Eu não tenho palavras exactas para dizer porque foi um tipo de telepatia. A luz respondeu. A informação que foi transferida para mim foi que as suas crenças dão forma ao tipo de feedback que obtemos diante da luz.
Se você for Budista ou Católico ou Fundamentalista, você terá um feedback relacionado com o que você acredita. Você tem uma oportunidade de olhar e examinar as coisas mas a maioria das pessoas não faz isso. Enquanto a luz se revelava, eu percebi que o que eu realmente estava a ver era uma matriz de nosso Eu Superior. O que eu posso dizer é que aquilo se transformou numa matriz, uma mandala de almas humanas, e o que eu percebi foi que o que nós chamamos de Eu Superior em cada um de nós, é na verdade uma matriz. E é também um canal condutor para a Fonte; cada um de nós vem directamente de lá, como uma experiência directa da Fonte.
Todos temos um Eu Superior, ou uma parte além-alma. Ela revelou-se para mim na sua forma mais verdadeira. A única forma que eu encontrei para descrever isso é o que o Eu Superior é como um canal. Ele não parece um canal, mas é uma conexão directa com a Fonte que todos nós temos. Nós estamos directamente conectados com a fonte. A luz mostrava-me a matriz do Eu Superior. E ficou bem claro para mim que todos os Eus Superiores estão conectados como um ser só; todos os humanos estão conectados como um ser só, nós somos na verdade o mesmo ser e diferentes aspectos do mesmo ser. Independentemente de religiões. Este foi o meu feedback. E eu vi a mandala de seres humanos. É a coisa mais linda que eu já vi. Fui até ela e foi simplesmente magnífico, avassalador. Era como se todo o amor que sempre quis estivesse ali. Aquele tipo de amor que cura, que cicatriza, que regenera.
Enquanto eu pedia que a luz continuasse a explicar percebi o que é a matriz do Eu Superior. Nós temos uma rede em volta do planeta onde todos os Eus Superiores estão conectados. É como uma grande companhia, um nível de energia subtil que está próximo, o nível espiritual, pode-se dizer. Então, após uns minutos, eu pedi mais esclarecimento. Eu realmente queria saber mais sobre o universo e estava pronto para saber naquele momento. Eu disse, "Estou pronto, pode levar-me". Então a luz transformou-se na coisa mais linda que eu já vi até hoje: a mandala de almas humanas neste planeta. E eu com a minha visão negativa sobre o que aconteceu no planeta. Conforme eu pedia para à luz para me continuar a esclarecer, eu vi nela como nós somos lindos na nossa essência, no nosso núcleo. Nós somos as mais lindas criações. A alma humana, a matriz humana da qual todos fazemos parte é absolutamente fantástica, requintada, e exótica. Não tenho palavras suficientes para expressar como este instante mudou a minha visão do ser humano. E disse, "Oh, Deus, eu não sabia o quanto somos belos". Em qualquer nível, alto ou baixo, em qualquer forma que você esteja, você é a criação mais linda, sem dúvida. Fiquei atónito ao perceber que não existe nada de mau em nenhuma alma.
E disse, "Como pode ser?" A resposta é que nenhuma alma é má por natureza. As coisas terríveis que acontecem com as pessoas podem levá-las a fazer coisas ruins, mas suas almas não são más.
O que todas as pessoas buscam, e o que as sustenta é o amor, disse-me a luz. O que distorce as pessoas é a falta de amor.
As revelações vindas da luz pareciam não ter fim, e então eu perguntei, "Isto quer dizer que a raça humana será salva?" E a Grande Luz falou, ao som de um tipo de toque de trombetas e com uma chuva de luzes espiraladas, "Lembre-se disso e nunca esqueça; você salva, redime e cura a si mesmo. Você sempre pôde fazer isto. Você sempre poderá. Você foi criado com este poder, desde antes do começo do mundo." Naquele momento eu fui mais longe. Eu entendi que NÓS JÁ FOMOS SALVOS e nos salvamos porque fomos feitos para a auto-correcção, assim como o resto do universo de Deus. Este é o porquê da segunda vinda.
Eu agradeci à Luz de Deus com todo o meu coração. A melhor coisa que eu pude dizer foram estas palavras simples de agradecimento pleno:
"Oh Deus amado, Universo querido, amado Ser Superior, eu amo a minha vida." A luz parecia respirar em mim ainda mais profundamente. Era como se a luz me estivesse a absorver completamente. O amor que a luz é, até esse dia, é algo indescritível. Eu penetrei numa outra realidade, mais profunda que a anterior, e percebi algo muito, muito maior. Era um fluxo de luz, vasto e repleto, no meio do coração da vida. Eu perguntei o que era aquilo. A luz respondeu, "Este é o RIO DA VIDA. Beba desta água manancial para satisfazer o seu coração".
E assim fiz. Tomei um grande gole e depois mais um. Beber da própria vida! Fiquei em êxtase. E então a luz disse, "Você deseja algo." A luz sabia tudo sobre mim, todo passado, presente e futuro. "Sim!" sussurrei. Eu pedi para ver o resto do universo; além do nosso sistema solar, além de toda a ilusão humana. A luz disse que eu podia ir com o Rio. Eu fui, e fui carregado através da luz para o fim do túnel. Senti e ouvi uma série de estrondos sonoros muito suaves. Que enxurrada! De repente, parecia que estava a ser lançado para fora do planeta no rio da vida. Eu vi a Terra voar para longe.
O sistema solar, com todo seu esplendor passou por mim a toda velocidade e desapareceu. Mais rápido que a velocidade da luz, eu voei através do centro da galáxia, absorvendo cada vez mais conhecimento. Eu aprendi que esta galáxia, e todo o universo, estão abarrotados das mais variadas espécies de VIDA. Eu vi muitos mundos. A boa notícia é que não estamos sós neste universo!
Conforme eu viajava por este fluxo de consciência através do centro da galáxia, o fluxo expandia-se em imponentes ondas de energia. Os super-conglomerados de galáxias com toda a sua sabedoria ancestral passaram por mim. Aquilo foi uma maravilha inimaginável! Eu realmente estava como uma criança maravilhada; um bebé no mundo da fantasia!
Parece que todas as criações do universo passavam a voar por mim e desapareciam num ponto de luz. Quase que imediatamente apareceu uma segunda luz. Ela vinha de todos os lados, e era bem diferente; uma luz composta de mais do que todas as frequências no universo.
E senti e ouvi um monte de estrondos sonoros suaves. A minha consciência ou meu o meu ser expandiam-se para todo o universo holográfico e para além dele. Conforme eu passava pela segunda luz, percebi que tinha transcendido a verdade. Estas são as melhores palavras que eu encontrei, mas vou tentar explicar melhor. Conforme eu passava pela segunda luz, expandi-me para além da primeira luz.
Fiquei num profundo estado de quietude, além de todo e qualquer silêncio. Eu pude ver ou perceber o ETERNO e o infinito. Eu era o vazio. Eu estava na pré-criação, antes do Big Bang. Eu ultrapassei o começo do tempo - a primeira palavra - a primeira vibração. Eu estava no centro da criação. Eu senti como se eu estivesse tocando a face de Deus. Não foi um sentimento religioso. Eu estava simplesmente em harmonia com a vida absoluta e com a consciência. Quando eu digo que pude ver ou perceber o eterno quero dizer que eu pude vivenciar a geração da criação.
Não tinha começo nem fim. Este é um pensamento que desafia a mente não é? Os cientistas vêem o Big Bang como um único episódio que criou o universo. Eu vi que o Big Bang é apenas um de um número infinito de Big Bangs que criam universos infinita e simultaneamente. A única imagem que chega um pouco perto disso, em termos humanos, seriam aquelas criadas pelos supercomputadores que usam equações geométricas fractais. Os povos ancestrais sabiam disso. Eles diziam que a Mente de Deus criava universos novos periodicamente, através da expiração, e des-criava (de-creating) outros universos através da inspiração. Estes períodos, ou épocas eram chamados de Yugas.
A ciência moderna chama de Big Bang. Eu estava na consciência pura e absoluta. Eu podia ver ou perceber todos os Big Bangs ou Yugas criando e des-criando a si próprios. Nessa altura entrei neles todos em simultâneo. Eu vi que toda e qualquer parte da criação tem o poder de criar. É muito difícil tentar explicar isso. Eu ainda não tenho palavras.
Depois do meu regresso fiquei anos a assimilar a experiência do vazio. E o que eu posso dizer é que o vazio é ao mesmo tempo menos do que nada e mais do que tudo que existe. O vazio é o zero absoluto; o caos que forma todas as possibilidades. É a consciência absoluta, ainda mais do que a inteligência universal.
Onde está o vazio? Eu sei. Está dentro e fora de tudo. Você, neste momento, enquanto vive, está sempre dentro e fora do vazio simultaneamente. Você não precisa ir a lugar algum nem morrer para chegar lá. O vazio é o vácuo ou o nada entre todas as manifestações físicas. O ESPAÇO entre átomos e os seus componentes.
A ciência moderna começou a estudar esse espaço entre tudo. Eles chamam isso de Ponto Zero ( http://www.calphysics.org/zpe.html ). Sempre que eles tentaram medi-lo, chegaram à conclusão que não existem instrumentos com escalas compatíveis, que seriam infinitas, por assim dizer. Existem muitos mais 'Ponto Zero' no nosso corpo e no universo do que qualquer outra coisa! O que os místicos chamam de vazio não é vazio. É cheio de energia, uma energia diferente, que criou tudo o que somos.
Tudo desde o Big Bang é vibração, desde a primeira palavra, que é a primeira vibração. O "Eu Sou" bíblico realmente tem um ponto de interrogação depois. "Eu Sou? O que Sou Eu?" Então a criação é Deus explorando a Si Mesmo através de tudo o que se possa imaginar, numa contínua e infinita exploração por meio de cada um de nós. Através de cada fio de cabelo da sua cabeça, através de cada folha, em cada árvore, através de cada átomo, Deus está-se a explorar a Si Mesmo, o grande "Eu Sou". Eu comecei a ver que tudo o que é, é o Eu (Self), literalmente; o seu Eu (your Self), o meu Eu (my Self). Tudo é o grande Eu. É por isso que até quando uma folha cai Deus sabe. Isto é porque onde quer que estejamos, este é o centro do universo. Em qualquer lugar que qualquer átomo estiver, é o centro do universo. Deus está lá e Deus está no vazio.
Enquanto eu explorava o vazio e todos os yugas ou criações, estava totalmente fora das nossas concepções de tempo e espaço. E eu descobri, nesse estado expandido, que a criação é consciência absoluta, ou Deus, vindo para a experiência da vida que conhecemos. O vazio em si é destituído de experiência. Ele é pré-vida, antes da primeira vibração. A Mente de Deus é mais do que vida e morte. Portanto existem muitas coisas além de vida e morte para se experimentar no universo!
Eu estava no vazio e estava consciente de tudo o que já foi criado. Era como enxergar com os olhos de Deus. De repente eu já não era eu. A única coisa que eu posso dizer é que estava a ver com os olhos de Deus. E subitamente soube o porquê de cada átomo, e pude perceber tudo. O interessante foi que eu fui para o vazio e voltei com o entendimento de que Deus não está lá. Deus está aqui. É isso. Então a busca constante da raça humana de ir para fora para encontrar Deus... Deus deu tudo para nós, está tudo aqui, é aqui que está. E o que nós estamos a viver agora é a exploração de Deus sobre Si mesmo em nós. As pessoas estão tão ocupadas a tenta tornar-se Deus que deveriam entender que nós já somos Deus e que Deus se está a transformar em nós. É exactamente isso. Quando eu entendi isto, já estava satisfeito com o vazio e queria voltar a esta criação, ou yuga. Parecia a coisa mais natural a ser feita. Então, de repente, voltei pela segunda luz, ou Big Bang, e ouvi mais alguns estrondos. Eu vim pelo rio da consciência de volta por toda a criação, que passeio! Os super conglomerados de galáxias passaram por mim e deram-me ainda mais informações. Passei pelo centro da nossa galáxia, que é um buraco negro.
Buracos negros são os grandes processadores ou recicladores do universo. O leitor sabe o que é que existe do outro lado de um buraco negro? Somos nós; nossa galáxia; que foi reprocessada de um outro universo. Na sua configuração energética total, a galáxia parecia uma fantástica cidade de luzes. Toda a energia deste lado do Big Bang é luz. Cada sub-átomo, átomo, estrela, planeta, até a própria consciência é feita de luz e tem uma frequência e/ou partícula. Luz é uma coisa viva.
Tudo é feito de luz, até as pedras. Então tudo está vivo. Tudo é feito da luz de Deus; tudo é inteligente. Conforme eu vinha pelo rio, via uma luz enorme. Eu sabia que era a primeira luz; a matriz do Eu Superior do nosso sistema solar. Então o sistema solar inteiro apareceu na luz, acompanhado de um daqueles estrondos suaves.
Eu vi que o sistema solar no qual vivemos é o nosso maior corpo. Este é o nosso corpo local e somos muito maiores do que imaginamos. Eu vi que o sistema solar é o nosso corpo. Eu sou uma parte dele e a terra é um grande ser criado que somos nós, e nós somos a parte dela que sabe que é assim. Mas nós somos apenas uma parte dela. Nós não somos tudo; somos uma parte que sabe que é assim. Eu pude vislumbrar toda a energia que esse sistema solar gera e é um show de luzes inacreditável! Eu pude escutar a Música das Esferas, ( http://www.stampscapes.com/hand1.html ).
O nosso sistema solar, assim como todos os corpos celestes, gera uma matriz única de luz, som e energias que vibram. Civilizações avançadas de outros sistemas estelares podem localizar vida no universo na forma em que a conhecemos pela vibração ou padrão matricial. Como numa brincadeira de crianças. As crianças da terra (seres humanos) produzem um som abundante; é como as crianças que brincam no quintal do universo. Eu fui pelo rio até ao centro da luz. Senti-me abraçado por ela conforme ela ia me levando para dentro da sua respiração, seguido por mais um estrondo. Eu estava na grande luz de amor com o rio da vida fluindo através de mim. E tenho de dizer mais uma vez que esta é a luz mais amorosa e sem julgamentos que existe. É o pai-mãe ideal para qualquer criança. "E agora?" perguntei. A luz explicou que não existe morte; somos seres imortais.
Nós estamos vivos desde sempre. Eu compreendi que fazemos parte de um sistema vivo que se recicla eternamente. Ninguém me disse que eu tinha de voltar. Eu simplesmente soube que regressaria. Era natural, a partir do que eu tinha visto. Eu não sei quanto tempo fiquei com a luz, em tempo humano. Mas chegou um momento em que eu percebi que todas as minhas perguntas tinham sido respondidas do outro lado, a sério. Todas as minhas perguntas tinham sido respondidas. Cada ser humano tem uma vida diferente, e perguntas diferentes. As nossas perguntas são universais, mas cada um de nós explora isso a que chamamos vida de uma forma própria. E assim é com todas as formas de vida, de montanhas até cada folha em cada árvore.
E isso é muito importante para o resto de nós neste universo. Porque tudo contribui para a Grande Figura, a totalidade da vida. Nós somos literalmente Deus explorando a Si Mesmo na dança infinita da vida. A peculiaridade de cada um contribui com toda a existência. Enquanto eu retornava para o ciclo da vida, não imaginava, e também ninguém me disse, que eu regressaria para o mesmo corpo. E também nem importava. Eu tinha total confiança na luz e no processo da vida. Conforme o rio se fundiu com a grande luz, eu pedi para nunca esquecer as revelações e as sensações do que tinha aprendido do outro lado. Eu ouvi um "Sim". Foi como um beijo na minha alma.
Fui conduzido de novo pela luz na realidade vibratória novamente. O processo inteiro inverteu-se, até com mais informação a ser-me passada. Voltei para casa; estava a ter aulas sobre os mecanismos da reencarnação e estava a ter respostas para todas aquelas pequenas perguntas que eu tinha: "Como é que isto funciona? Como é que aquilo funciona?" Eu sabia que eu reencarnaria. A terra é um grande processador de energia e a consciência individual desenvolve-se a partir do interior de cada um. Eu pensei em mim como um humano pela primeira vez e fiquei feliz por sê-lo. Depois de tudo o que eu vi, eu já ficaria feliz por ser um átomo no universo. Um átomo. Imagine ser a parte humana de Deus...
Essa é a bênção mais fantástica. É uma bênção que está muito além da maior expectativa do que uma bênção pode ser. Para cada um de nós, ser a parte humana dessa experiência é algo imponente, magnífico. Cada um de nós, independentemente de onde estivermos, com problemas ou não, é uma bênção para o planeta, onde estivermos. Então eu passei pelo processo de reencarnação esperando ser um bebé em algum lugar. Mas eu estava a receber um ensinamento sobre como a identidade individual e a consciência se desenvolvem.
E reencarnei de novo no mesmo corpo. Eu fiquei muito surpreso quando abri os olhos. E não sei porquê, porque eu já tinha entendido isso, mas ainda assim foi uma surpresa regressar a este corpo, de volta ao meu quarto, com alguém a chorar por cima de mim. Era a minha enfermeira. Ela desistiu uma hora e meia depois de me encontrar morto. Ela teve certeza de que eu estava morto; todos os sinais de morte estavam lá - e eu já estava a ficar enrijecido. Não sabemos há quanto tempo eu estava morto, mas sabemos que se passou uma hora e meia desde que eu fui encontrado.
Ela tinha respeitado o meu desejo de deixar o meu corpo recém-falecido a sós por umas horas, o máximo que ela pudesse. Nós tínhamos um estetoscópio amplificado e muitas maneiras de verificar as funções vitais do corpo para ver o que é que estava a acontecer. Ela pode comprovar que eu estava mesmo morto.
Não foi uma experiência de quase-morte. Eu experimentei a morte por no mínimo uma hora e meia. Ela encontrou-me morto e olhou o estetoscópio, a pressão arterial e o monitor cardíaco por uma hora e meia. Depois eu acordei e vi luz do lado de fora. Tentei levantar para ir até ela, mas caí da cama. Ela ouviu o barulho e entrou a correr e viu-me no chão. Quando me recuperei estava muito surpreso e ainda atónito sobre o que se tinha acontecido comigo. No começo toda a memória da viagem que eu fiz não estava lá. Eu continuava a escorregar para fora deste mundo e continuava a perguntar, "será que estou vivo?" Este mundo parecia mais um sonho do que o de lá. Três dias depois estava sentia-me outra vez normal, com mais clareza, embora de uma maneira que eu nunca tinha me sentido antes. As minhas recordações da viagem voltaram um pouco depois.
Eu não conseguia ver nada de errado com os seres humanos como eu via antes. Antes disso tudo eu costumava julgar muito. Eu achava que as pessoas eram problemáticas, na verdade todos eram problemáticos, menos eu. Mas eu curei isso tudo. Cerca de três meses depois, um amigo disse-me que eu devia fazer exames, e assim fiz. Sentia-me muito bem, mas fiquei com medo de ter más notícias.
Lembro-me do médico na clínica a olhar para os exames de antes e de depois e dizer, "Bem, o senhor não tem nada". Eu disse, "É verdade? Isto é um milagre?" Ele disse, "Não, estas coisas acontecem, e são chamadas de remissões espontâneas". Ele não se impressionou. Mas foi um milagre, e eu impressionei-me, mesmo se ninguém mais o fizesse.
O mistério da vida tem muito pouco a ver com inteligência. O universo não é um processo intelectual. O intelecto ajuda; é brilhante, mas agora é só com isso que a gente processa, ao invés de nossos corações e a parte mais sábia de nós. O centro da terra é um grande transformador de energia, como vemos em filmes sobre o campo magnético da terra.
Esse é nosso ciclo que atrai almas reencarnadas de volta e que completa novamente o ciclo. Um sinal de que se está a atingir o nível humano é quando começamos a desenvolver uma consciência individual. Os animais têm uma alma grupal e reencarnam em grupos de almas. Um veado será um veado para sempre. Mas ao se tornar um humano, não importa se um humano deformado ou um génio, mostra que você está no caminho do desenvolvimento de uma consciência individual. Isto faz parte da consciência de grupo a qual chamamos de humanidade. Eu vi que as raças são conglomerados de personalidades.
Nações como França, Alemanha e a China têm cada uma a sua personalidade. As idades têm personalidade, elas têm grupos de almas que atraem determinadas pessoas. As famílias têm grupo de almas. A personalidade individual desenvolve-se com ramificações de um fractal: a alma grupal explora-se na nossa individualidade. As diferentes questões que cada um de nós tem são muito importantes. Esta é a forma pela qual a Mente de Deus explora a si mesma - através de você. Então faça as suas perguntas e as suas investigações. Você encontrará o seu Eu e encontrará Deus neste Eu, porque só existe o Eu. Mais do que isto, eu comecei a ver que cada um de nós, humanos, somos almas-gémeas ( http://www.neardeath.com/experiences/experts101.html ).
Nós somos parte da mesma alma que se fragmenta (fractaling) ( http://math.rice.edu/~lanius/frac/ ) em diversas e criativas direcções, mas que continua a ser a mesma alma. Agora quando eu olho para qualquer ser humano vejo uma alma-gémea, minha alma gémea, aquela que eu sempre procurei. Além disso, a maior alma-gémea que podemos encontrar somos nós mesmos. Somos todos masculinos e femininos. Nós vivemos isso no útero e nos estágios de reencarnação. Se estamos a procurar uma alma-gémea definitiva fora de nós, pode ser que não a encontremos, ela não está lá. Assim como Deus não está "lá". Deus está aqui.
Não procure Deus fora. Procure Deus aqui. Olhe para o seu Eu. Comece pelo maior caso de amor que você já teve... Com você mesmo. A partir daí você passará a amar tudo. Eu fiz uma descida ao que vocês chamariam de inferno, e foi muito surpreendente. Eu não encontrei Satã ou o mal. A minha descida ao inferno foi uma descida à miséria humana, à ignorância e escuridão do não-saber dentro de cada um.
Parecia uma eternidade de miséria. Mas cada uma das milhões de almas à minha volta tinha uma pequena estrela de luz sempre disponível. Mas parecia que ninguém lhe prestava atenção. Eles estavam consumidos pela sua própria dor, trauma e miséria. Mas, após o que parecia uma eternidade, eu comecei a procurar aquela luz, como uma criança pedindo a ajuda dos pais. Então a luz abriu-se e formou um túnel que veio directo a mim e que me isolou daquele medo e daquela dor. Isto é o que o inferno realmente é.
O que estamos a fazer é aprender a dar as mãos e a unir-nos. As portas de saída do inferno estão abertas. Vamos unir-nos, dar as mãos e sair do inferno juntos. A luz veio para mim e transformou-se num enorme anjo dourado. Eu disse, "você é o anjo da morte?". Ele disse-me que era minha alma superior, a minha matriz do Eu Superior, uma parte super-antiga dos nossos seres. Então fui levado para a luz. Em breve nossa ciência irá quantificar o espírito. Não será maravilhoso? Estão a aparecer aparelhos que são sensíveis à energia subtil ou espiritual. Os físicos utilizam os aceleradores de partículas para esmagar átomos e ver do que é que eles são feitos. Eles chegaram aos quarks e charms, e isso tudo.
Bom, um dia eles chegarão àquilo que mantém tudo isso junto e serão obrigados a chamar isso de... Deus. Com os aceleradores de partículas eles não apenas vêem o que está aqui, mas estão também a criar partículas. Graças a Deus a maioria delas tem vida curta de milisegundos e nanosegundos. Nós apenas estamos a começar a entender que também estamos a criar enquanto caminhamos. Como eu vi a eternidade, eu vim para uma realidade na qual existe um ponto em que passamos todo o conhecimento e começamos a criar o próximo fractal. Temos o poder de criar conforme vamos explorando. E isso é Deus expandindo seu ser através de nós. Desde o meu retorno que experimento a luz espontaneamente e já aprendi como ir para aquele espaço a qualquer hora na minha meditação. Cada um de vocês pode fazer isso. Já está no nosso “equipamento”, já estamos capacitados.
O corpo é a luz mais maravilhosa que existe. O corpo é um universo de uma luz incrível. O Espírito não nos está a forçar a dissolver o corpo. Não é isso que está a acontecer. Pare de tentar ser Deus; Deus está se tornando em si. Aqui. A mente é como uma criança a correr pelo universo, exigindo e pensando que ela criou o mundo. Mas eu pergunto para a mente: "O que é que a sua mãe tinha a ver com isso?"
Este é o próximo nível de consciência espiritual. Ah, minha mãe! De repente você desiste do ego, porque você não é a única alma do universo. Uma das perguntas que eu fiz para a luz foi, "o que é o céu?". Eu ganhei de presente uma viagem por todos os céus que foram criados: os Nirvanas, os Campos da Fartura, todos. Eu passei por eles. Eles são formas-pensamento que nós criamos. Nós não vamos realmente para o céu; nós somos reprocessados. Mas seja o que quer que criemos, nós deixamos uma parte de nós lá. É real, mas não é a alma toda.
Eu vi o céu cristão. Espera-se que seja um lugar lindo onde nós ficamos à frente do trono, venerando eternamente. Eu tentei. É chato! Isso é tudo o que iremos fazer? É infantil demais. Eu não pretendo ofender ninguém. Alguns céus são bem interessantes, e outros são muito chatos. Eu achei os céus dos povos ancestrais mais interessantes, como o dos índios norte-americanos, os Campos da Fartura.
Os egípcios têm céus fantásticos. E assim por diante. Em cada um deles tem existe fractal que é a sua interpretação particular, a não ser que você faça parte do grupo de almas que acredita apenas no Deus daquela religião particular. Estamos muito juntos, no mesmo estádio de baseball. Mas mesmo assim, cada um é um pouco diferente. Há uma parte de cada um de nós que deixamos ali. Morte é vida, não é céu. Eu perguntei para Deus, "Qual é a melhor religião do planeta? Qual está certa?". E a mente de Deus disse, com muito amor, "Eu não me importo". Isto foi uma graça incrível. Isto significa que nós somos seres que nos importamos. Mas o Deus poderoso de todas as estrelas diz, "A sua religião não interessa". Elas vêm e vão, elas mudam.
O Budismo não esteve aqui sempre, o Catolicismo não esteve aqui sempre, e todos eles estão prestes a ficar mais iluminados. Está a vir mais luz para todos os sistemas. Haverá uma reforma na espiritualidade que será tão dramática quanto à reforma protestante. Vai ter um monte de gente brigando por causa disso, uma religião contra a próxima, acreditando que só ela está certa. Toda a gente pensa que é dona de Deus, das religiões e das filosofias, especialmente as religiões, porque elas formam grandes organizações acerca da sua filosofia. Quando Deus disse "Eu não me importo", eu entendi imediatamente que é para a gente se importar. É importante, porque somos os 'cuidadores'. Importa para nós e isso é que é importante. O que temos é uma equação de energia na espiritualidade.
Em última instância Deus não importa se somos Protestantes, Budistas ou seja lá o que for. Isto é apenas uma faceta do todo. Eu adorava que todas as religiões entendessem isso e deixassem os outros Serem. Não é o fim das religiões mas nós estamos a falar do mesmo Deus. Viva e deixa viver. Cada um tem um ponto de vista diferente. E todos adicionam algo ao grande quadro; todos são importantes. Eu fui para o outro lado com um monte de medos sobre lixo tóxico, mísseis nucleares, explosão demográfica, florestas tropicais.
E voltei a amar cada um desses problemas. Amo a radioactividade. Amo aquela nuvem em forma de cogumelo, esta é a mandala mais sagrada que nós manifestamos até agora, como um arquétipo. Esta nuvem, mais do que qualquer religião ou filosofia na terra levou-nos de repente para um outro nível de consciência, todos juntos. O fato de sabermos que nós podemos explodir o planeta 50 ou 500 vezes, nos fez finalmente perceber que estamos todos unidos neste momento. Por um período eles têm de explodir mais bombas para que nos entendamos. Até que comecemos a dizer, "Nós não precisamos mais disso".
Neste momento estamos no mundo mais seguro que já existiu e ele vai ficar ainda mais seguro. Então eu regressei e comecei a amar a radioactividade porque ela nos uniu. Essas coisas são muito grandiosas. Como Peter Russel ( http://www.peterussell.com/index2.html ) diria: estes problemas agora são do "tamanho da alma." Teremos respostas do tamanho da alma? SIM!
A devastação das florestas tropicais vai diminuir, e em cinquenta anos haverá mais árvores no planeta, como há muito tempo não vemos. Se você gosta de ecologia; você é aquela parte do sistema que se está a tornar consciente. Vá com tudo mas não fique deprimido. Isto é uma parte de um todo maior. A terra está num processo de domesticação própria. E nunca mais será um lugar tão selvagem como já foi no passado. Haverá lugares selvagens lindos, reservas onde a natureza será vicejante. Jardins e reservas serão a coisa do futuro.
O aumento da população está a aproximar-se de um alcance óptimo o suficiente para causar uma mudança na consciência.
E esta mudança de consciência irá alterar política, dinheiro, energia. O que acontece quando sonhamos? Somos seres multidimensionais. Podemos ter acesso a outras dimensões através dos sonhos lúcidos. Na verdade, o universo é o sonho de Deus. Uma das coisas que eu vi é que os humanos são um grão no planeta que é um grão na galáxia que por sua vez é um grão. Estes são sistemas gigantes, e nós estamos em um tipo de sistema mediano. Mas os seres humanos já são legendários em todo o cosmos da consciência.
O pequenino ser humano da Terra/ Gaia é legendário. Um dos motivos de sermos legendários é o fato de sonharmos. Nós somos sonhadores legendários. De fato, todo o cosmos tem buscado o significado da vida, o significado de tudo. E foi o pequeno sonhador que veio com a melhor resposta de todas. Nós sonhamos e criamos isso. Sonhos são importantes. Depois de morrer e voltar, respeito a vida e a morte.
Nas nossas experiências com o DNA, nós devemos ter aberto a porta de um grande segredo. Em breve será possível viver o quanto quisermos viver neste corpo. Depois de viver uns 150 anos mais ou menos, existirá uma sensação intuitiva da alma que nos fará querer mudar de canal. Viver para sempre num corpo não é tão criativo quanto a reencarnação, como transferir energia para este fantástico vórtice de energia que nós estamos. Nós iremos na verdade ver a sabedoria da vida e da morte e aproveitá-la.
Nós já vivemos desde sempre assim como estamos vivos agora. O corpo que você está a usar vive desde sempre. Ele vem de um infindável rio da vida, e vai de volta ao Big Bang e além. Este corpo dá vida à próxima vida, na energia densa e na subtil. Este corpo já vive desde sempre. "Nós vamos unir-nos, dar as mãos e sair do inferno juntos". Mellen-Thomas Benedict (tradução de Cris Boog)
http://www.near-death.com/experiences/reincarnation04.html

(link para o original em inglês)



