Sono da Verdade

O trabalho efectuado pelo hipnotera-peuta Alberto Lopes na SIC, abriu a mente dos portugueses para o mara-vilhoso potencial da hipnose e regres-são clínica como técnica terapêutica.

Vidas Passadas

Veja qual terá sido a sua vida passada


RELATOS DE QUEM PASSOU EXPERIÊNCIA DE QUASE MORTE



Relato 1

JF, 12 anos, estava de visita a alguns conhecidos numa cidade longe da sua. Numa noite foi a uma festa e decidiu subir um monte com um primo. Era um monte conhecido na região por apresentar uma visão panorâmica da cidade. Então subiram por trilhas com muitos buracos, pedras lisas e mato cerrado.

Perceberam que havia um buraco com abelhas e logo a seguir fio picado por uma delas. JF matou a abelha o que parece ter atraído todas as outras. Começaram a ouvir muitas abelhas que faziam um barulho que se assemelhava ao de uma cascata. O primo correu pelo monte abaixo e o JF foi para cima, entretanto acabou por cair no buraco onde elas estavam e prendeu a perna numa fenda. Ficou preso no buraco com as abelhas a ser picado pela abelhas ao mesmo tempo que tentava "lutar contra elas".

O primo de JF primo conseguiu escapar e avisou os familiares que imediatamente chamaram os bombeiros. JF conta que saiu do buraco e ouviu barulho; eram os bombeiros que estavam a chegar dizendo-lhe para ele ficar calmo. Lembrou que um deles deixou cair a máscara e também ficou com a cara picada.

JF foi levado a um hospital de Itajaí, onde se lembra de ter visto um médico que o examinava e logo em seguida colocou uma máscara. Depois "não lembra de mais nada" até acordar num outro hospital de outra cidade.

JF ficou em coma por 72 horas. Durante este período, tem lembrança de algumas "luzes". No início da experiência, encontrava-se num ambiente escuro, com frio, não percebia nada que parecesse uma parede, um chão ou um limite, tudo parecia estar suspenso sem qualquer sustento. "Tudo era livre", ele disse que parecia flutuar, "não tinha apoio ou o apoio era mole", também parecia que um líquido envolvia o seu corpo. Não conseguia mexer-se com rapidez, era tudo lento, os movimentos estavam bem limitados, havia alguma coisa que o prendia. Percebeu que tinha uma pessoa atrás, sentiu a sua presença e o seu calor, ela segurava-o com as duas mãos nos ombros ou, às vezes no tórax. Tentava virar-se para vê-la mas não conseguia. Lembra de uma voz que dizia alguma coisa e que o chamava pelo nome.

Quando olhou para as mãos viu duas luzes. Elas não iluminavam o ambiente porque continuava escuro. Ele tentou aproximar as mãos das luzes mas não conseguia. Quando aproximava as mãos elas afastavam-se uma da outra e ele sentia o se calor; quando distanciava as mãos elas tendiam a aproximar e ele sentia frio. Elas "pareciam vivas".

No início desta experiência, o paciente contou que sentiu medo, um certo desconforto. Mas com o passar do tempo acostumou-se e teve sentimento de paz, tranquilidade e liberdade, o que o fazia gostar da experiência.

Ele fez várias vezes o movimento de aproximar e afastar as luzes. Numa altura, as luzes foram perdendo a luminosidade e, como se se tivessem desligado, desapareceram. Ele acordou na sala da UCI.

Sonho premonitório
Aproximadamente uns 10 dias antes de ter tido o acidente, JF diz ter sonhado com o que aconteceu. No sonho ele estava num monte com outro menino - que ele não sabe quem é – que o seguia. Descia o monte com um mato muito cerrado quando viram um buraco com abelhas. O outro menino caiu dentro do buraco, feriu a perna, e ele conseguiu correr.

A serra do seu sonho não o mesmo, mas era parecido. Ele nunca havia subido aquela serra onde o acidente aconteceu, apenas o tinha visto ao longe.

Relato 2

AA, 50 anos, advogada, estava no seu escritório e começou a sentir problemas de indisposição física. De repente escutou um barulho forte como se caísse um livro. Perguntou à secretária o que era, mas ela também não sabia. Foi à sala ao lado onde tem uma biblioteca e viu que realmente um livro havia caído sem que ninguém estivesse na sala. "É um aviso, eu vou ter de ir ao médico", pensou ela. O mal estar continuou e chamaram uma ambulância. Ainda sem identificar o problema, quando ela estava a sar para ir ao hospital com a ambulância ela disse à secretária que sabia que teria um problema cardíaco e seria internada.

Quando chegou ao hospital o médico examinou-a e disse que estava com insuficiência cardíaca. Na sua primeira noite no hospital teve dificuldades respiratórias. Quando uma das enfermeiras saía do seu quarto, AA pediu-lhe deixasse a janela aberta. Em seguida ficou sozinha no quarto e o seu estado piorou ainda mais; tinha muita dificuldade em respirar. Foi aí que ela teve uma experiência muito marcante.

Ela começa o relato dessa experiência com uma visão da sua mãe, que já tinha falecido, a abrir a janela do seu apartamento e a vir até ela. Viu a mãe com roupas brancas e olhos bem abertos o que a impressionou pois a sua mãe era invisual. A mãe conduziu-a da cama até à janela; era como se as duas estivessem voando pelo quarto.

Quando chegaram à janela esta abriu-se apesar de já estar aberta no ambiente físico (pois AA tinha pedido para a enfermeira a abrir). Atravessaram o parapeito sem dificuldades (os pés e uma parte da perna atravessou o parapeito segundo ela) e a mãe apresentou-a a "o verde". Era a vegetação de um terreno vizinho que podia ser visto pela janela d seu quarto. Um facto que a impressionou bastante foi que, apesar de ser noite, ela viu tudo muito claro como se fosse durante o dia.

Além da vegetação, AA observou as crianças que brincavam num lago. A mãe tirou-a desse ambiente e levou-a até ao leito do seu apartamento novamente. Ela deixou-a e desapareceu pela janela novamente. AA tentou "correr" atrás dela, mas a mãe disse que ia "para lá" e AA deveria ficar "ali". Então AA entendeu que a sua mãe estava num "outro plano" e ela deveria ficar no "plano de cá". Naquele momento, uma informação ficou nítida para AA: a janela separava uma dimensão da outra. Depois, a sua mãe atravessou a janela e desapareceu. Ela recuperou a consciência no corpo e, logo depois chegou a enfermeira seguida do médico.

Durante a experiência, AA disse que se sentiu "perfeita", em paz, sem emoções com intensidade. Após a experiência lembrou-se de tudo com muita tranquilidade, sentindo-se em paz.

No dia seguinte, AA pediu para ir até à janela do seu quarto. Aí então, ela pode constatar que havia mesmo uma vegetação e um cenário muito parecido com o que viu na noite anterior.