Sono da Verdade

O trabalho efectuado pelo hipnotera-peuta Alberto Lopes na SIC, abriu a mente dos portugueses para o mara-vilhoso potencial da hipnose e regres-são clínica como técnica terapêutica.

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ESTUDOS CIENTÍFICOS DE E.Q.M

Já em Dezembro de 2001, o Neurologista Holandês Pim Van Lommel do Hospital Rijnstate, na cidade de Arnhem, surpreendeu a comunidade científica ao liderar uma equipa que publicou um artigo no respeitado Jornal de Medicina Britânico "The Lancet". O estudo mostrou que 18% dos pacientes com morte clínica que foram depois ressuscitados lembravam-se de experiências próximas da morte mesmo anos depois do evento. Outro estudo, este conduzido nos Estados Unidos pelo pai da pesquisa das experiências próximas da morte, Kenneth Ring, usou pacientes cegos que se lembravam de ter visto o seu corpo enquanto se encontravam clinicamente mortos, embora ligeiramente desfocados. O livro Mindsight foi inspirado neste estudo.

 

A LINHA TÉNUE QUE SEPARA A VIDA DA MORTE. CIÊNCIA E ESPIRITUALIDADE:

É um dos maiores enigmas da Ciência. Um ponto de interrogação que pesa sobre a cabeça de todos aqueles que não têm uma Religião ou simplesmente não acreditam em Deus : Afinal, existe ou não, vida após a morte ?

A pesquisa feita em 10 hospitais da Inglaterra analisou 1500 pessoas no leito de morte. Pelo menos 63 delas voltaram para contar o que viram. É a primeira vez que a ciência assinala esse tipo de experiência.

O médico Sam Parnia, do Hospital Geral de Southampton, no sul da Inglaterra, foi um dos chefes da pesquisa feita no Reino Unido: “Entrei descrente, não acreditava em Deus, muito menos na existência da alma. Agora, tenho as minhas dúvidas. Acho que algo muito maior do que nós existe e espera-nos  depois da morte”, diz.

 

As salas de ressuscitação dos hospitais serviram de laboratório para os pesquisadores. Noventa por cento das pessoas analisadas tiveram ataques cardíacos. Os outros 10% eram vítimas de acidentes : “Colocava-mos o cronómetro no ponto 0 assim que o paciente era posto sobre a maca, dessa forma analisamos casos de pessoas que ficaram de 15 segundos a 43 minutos clinicamente mortas”, conta o Médico.

Como é os clínicos sabiam que as pessoas estiveram realmente sem vida ? “Porque tudo parou. O coração, a respiração, os impulsos do cérebro. Nada mais funcionava. Aquelas pessoas estavam realmente mortas, mesmo que momentaneamente”, afirma Sam Parnia.

E o que acontecia ? "Eles viam os nossos esforços  para trazê-los de volta à vida. Era como se a mente se desligasse do corpo e ficasse a flutuar ao lado da maca. Alguns chegavam a tentar avisar-nos que não adiantava mais continuar a dar choques, porque o corpo já estava morto", relata.

O cinema sempre usou e abusou desse tema: mortos que voltam ou que jamais vão para o céu ou para o inferno. Mas será que é possível continuar a viver sem um corpo ? Será que existe consciência independente do cérebro ? "Para saber o que é normal, precisamos estudar o anormal”, acredita o Médico.

 

Mas quem garante que nesses casos estudados existiu uma energia realmente fora do corpo ? "Os factos. De alguma forma a mente e a consciência continuaram a existir separados do cérebro dos pacientes estudados. Eles garantem que viam tudo de cima, quase do tecto do hospital. E o mais interessante é que eles viram coisas que aconteceram exactamente no momento em que seus cérebros estavam temporariamente mortos. Os ouvidos não poderiam estar a ouvir e nem os olhos poderiam ver”, afirma.

Mas a mente não pode ter criado essas imagens depois que os pacientes voltaram do coma ? “Também pensamos nisso. Foi aí que descobrimos algo de arrepiar. Alguns pacientes viram coisas em outros departamentos do hospital. Um, por exemplo, vagueou pelos corredores enquanto  lutávamos para evitar a morte do seu próprio corpo. Ele disse que foi até a sala ao lado e conversou com uma mulher. Deu-nos o nome dela, a idade. Fomos investigar e descobrimos que naquela hora a tal mulher também estava clinicamente morta. Isso leva-nos a acreditar que a mente dele falou com a mente dela”, conta Sam Parnia.

 

O caso que mais surpreendeu os Médicos pesquisadores aconteceu fora do hospital. Enquanto do lado de dentro a Equipa Médica trabalhava para ressuscitar um corpo, o dono desse mesmo corpo afirma peremptóriamente que saiu para dar um passeio. Foi até a um parque perto do hospital, viu um conhecido que depois confirmou que estava lá naquela hora.

E o mais impressionante : Na hora de voltar, o paciente diz que presenciou um acidente na rua. Um homem foi atropelado. Os dois chegaram a conversar. Até que de repente, o paciente sentiu uma forte atração para voltar para o hospital. O homem atropelado teria desaparecido num feiche de luz.

“Verificamos a história na esquadra, onde se verificou o registo do atropelamento. Só podemos acreditar numa coisa: as almas, ou seja lá o que for, encontraram-se e depois tomaram rumos diferentes. A do nosso paciente voltou para o corpo. A do homem atropelado foi-se”, diz o médico.

Foi para onde ? "Os pesquisadores ainda não têm resposta. Isso vai depender de mais estudos. Por enquanto eles apenas coagitam. Essa energia pode ficar a vaguear eternamente, pode reencarnar noutro corpo, pode durar somente algum tempo e depois acabar. Nem se sabe ainda se essa energia é alimentada pelo cérebro ou se é o cérebro que se alimenta dela. Talvez, admitem os cientistas, sejam mesmo almas criadas por Deus, e que voltam para junto dele quando o corpo já não funciona mais..."


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